Russell prevê grande desafio com desgaste dos pneus
sexta-feira, 11 de setembro de 2026 às 14:59George Russell apontou o desgaste dos pneus como a “grande incógnita” para o restante do fim de semana do GP da Espanha. O piloto da Mercedes acredita que o comportamento dos compostos terá papel decisivo na corrida, especialmente por causa das características do novo circuito de Madrid.
Antes de liderar o TL1 no Madring, Russell reconheceu que Kimi Antonelli, seu companheiro de equipe e líder do campeonato com 66 pontos de vantagem, fez “um trabalho melhor” ao longo da temporada. Depois, o britânico estabeleceu o melhor tempo na primeira hora de atividade no novo circuito.
No TL2, porém, Russell caiu para P5. O piloto ficou atrás de Antonelli, da dupla da Ferrari e de Arvid Lindblad, da Racing Bulls. Ainda assim, Russell aprovou a experiência de pilotar pela primeira vez no novo traçado e explicou que algumas mudanças de acerto prejudicaram o desempenho da Mercedes na segunda sessão.
“Foi muito divertido pilotar na pista pela primeira vez. É sempre uma ótima experiência pilotar em um circuito novo. O TL1 foi uma sessão forte. No TL2, fizemos algumas mudanças no acerto e não ficou tão bom, então provavelmente vamos voltar atrás nisso. Até agora, tudo bem.”
Quero ser VIPRussell alerta para desgaste
Apesar do desempenho da Mercedes, Russell destacou que ainda existe uma grande dúvida sobre o comportamento dos pneus durante a corrida. Segundo o britânico, o desgaste observado no TL1 chegou a um nível tão elevado que uma estratégia com seis pit stops poderia ter sido a mais rápida.
“Acho que existe uma grande incógnita sobre o desgaste dos pneus. No TL1, com o desgaste que todos tivemos, pensamos que uma corrida com seis pit stops provavelmente seria a maneira mais rápida!”
No entanto, Russell não acredita que alguém realmente adotará uma estratégia tão agressiva no domingo. Para ele, o desgaste deve melhorar, embora a longa curva La Monumental represente um problema importante para os pneus.
“Não acho que ninguém fará uma corrida com seis pit stops no domingo e tenho certeza de que o desgaste dos pneus será melhor, mas aquela curva longa, a La Monumental, castiga muito os pneus. Isso será um verdadeiro desafio para todos.”
A La Monumental é uma das características mais marcantes do Madring. Com forte inclinação e formato de ferradura, a curva se mostrou exigente tanto para os pilotos quanto para os pneus durante o TL1 e o TL2.
Mercedes vê efeitos térmicos
O diretor adjunto da equipe Mercedes, Bradley Lord, demonstrou uma preocupação diferente em relação aos pneus. Em vez de destacar apenas o desgaste convencional, ele chamou atenção para os efeitos térmicos provocados pela sequência de curvas do novo circuito.
“Você pôde ver alguns efeitos incomuns nos pneus simplesmente porque eles vão trabalhar em temperaturas muito altas. Há muitas sequências de curvas sem uma oportunidade real para os pneus respirarem ao longo da volta.”
Lord explicou que o Madring não oferece a mesma alternância entre curvas e longas retas encontrada em outros circuitos. Por isso, a forma como os pneus vão suportar essa sequência pode determinar a estratégia de corrida.
“Não é como se fosse curva, reta longa, curva. É curva após curva após curva. A maneira como os pneus vão lidar com isso será decisiva. Portanto, embora a superfície seja muito lisa e o desgaste possa não ser tão alto quanto esperamos, podemos ver outros efeitos térmicos que levem a mais pit stops do que os computadores poderiam prever.”
Além disso, Lord avaliou positivamente o primeiro dia da Mercedes. O dirigente destacou a confiança adquirida após o GP da Itália e comemorou o desempenho de Russell e Antonelli nas duas sessões.
“Acho que foi um dia muito sólido e tivemos uma boa sensação. Saímos de Monza com um pouco mais de confiança e precisávamos resetar e, depois, cumprir todos os pontos em uma sexta-feira movimentada. Foi bom ver os dois pilotos lá na frente nas duas sessões.”
Acidente deixa Mercedes com dúvidas
Por outro lado, a Mercedes não conseguiu completar todo o programa planejado para a sexta-feira. O acidente de Lindblad no TL2 interrompeu as atividades e reduziu o tempo disponível para as simulações de volta rápida e os trechos longos.
“Nós realmente não vimos a volta rápida se desenvolver no TL2 por causa do acidente e, depois, isso reduziu os trechos longos. Então, novamente, ficamos com mais incógnitas do que talvez gostaríamos, como equipes de Fórmula 1, antes da corrida de domingo.”
Segundo Lord, a falta de dados pode aumentar a imprevisibilidade do GP. Dessa forma, a Mercedes terá menos informações para definir a estratégia e compreender o comportamento dos pneus durante a corrida.
“Isso geralmente produz o inesperado e algo emocionante para os fãs.”
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