McLaren não usará H-Wing em Madri

quinta-feira, 10 de setembro de 2026 às 10:15

Asa traseira da McLaren

A McLaren vai deixar seu conceito de H-Wing de lado no GP da Espanha, que acontece neste fim de semana em Madri. A versão da equipe para a asa traseira rotativa da Fórmula 1 deve retornar no GP do Azerbaijão.

A equipe de Woking vinha desenvolvendo sua própria interpretação do conceito depois que a Ferrari apresentou uma solução semelhante durante os testes de pré-temporada. O sistema gira 180 graus entre o modo de curva e o modo de reta.

Porém, o lançamento sofreu um atraso. A McLaren estreou a nova asa nos treinos do GP da Hungria. Em seguida, voltou a testá-la em Zandvoort. Finalmente, o componente entrou em ação em uma corrida no GP da Itália.

De acordo com as informações apuradas, o sistema funcionou conforme o esperado. O mecanismo ajuda a reduzir o arrasto nas retas. Assim, a solução oferece um ganho importante em pistas nas quais a velocidade máxima tem grande peso.

Entretanto, a McLaren pretende manter a H-Wing apenas em seu pacote de baixo arrasto. Portanto, a equipe não vai adaptar retroativamente o sistema às configurações de maior carga aerodinâmica.

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McLaren escolhe outra asa para Madri

O Madring, circuito que estreia neste fim de semana, exige níveis elevados de carga aerodinâmica. Por isso, a McLaren vai utilizar em Madri a nova asa traseira introduzida em Zandvoort.

O componente apresenta placas laterais com um desenho bastante esculpido e chamativo. A escolha também está relacionada à administração dos recursos de produção.

Como as equipes precisam definir cuidadosamente onde aplicar sua capacidade de fabricação, cada novo componente exige uma decisão estratégica. Nesse cenário, a McLaren preferiu acelerar o desenvolvimento da H-Wing para Monza.

A razão é simples. Em um circuito de alta velocidade como Monza, a redução de arrasto proporciona um ganho de tempo de volta muito maior. Em pistas mais sinuosas, por outro lado, esse benefício diminui.

Por esse motivo, a McLaren decidiu não produzir uma versão da asa de Zandvoort já equipada com o conceito H-Wing.

H-Wing volta no GP do Azerbaijão

A versão utilizada em Monza deve retornar no circuito de rua de Baku no fim de setembro. Assim como Monza, a pista do Azerbaijão também valoriza a velocidade máxima e a eficiência aerodinâmica.

Enquanto isso, a McLaren prepara outra evolução de sua asa de maior carga. Dessa vez, o componente será desenvolvido desde o início para incorporar o atuador responsável pela rotação da asa traseira.

Com duas vitórias consecutivas de Lando Norris, a McLaren chega a Madri como uma das favoritas. O britânico venceu em Hungaroring e Zandvoort, dois circuitos de características mais sinuosas.

Agora, a equipe terá pela frente um desafio diferente no novo circuito de 5,4 km.

Nome H-Wing segue tradição da McLaren

O nome H-Wing faz referência à letra H do logotipo da Etihad presente na asa traseira do MCL40. A letra percorre a linha central do componente. Justamente nessa região fica o atuador utilizado pela H-Wing no modo de reta.

A escolha segue uma tradição da McLaren. Em 2010, a equipe utilizou o famoso F-Duct. Naquela ocasião, o sistema recebeu esse nome por causa da letra F do logotipo da Vodafone. O símbolo ficava no bico do carro, próximo à região onde o duto era instalado.

Racing Bulls também deixa asa de lado

A Racing Bulls também apresentou sua própria asa traseira rotativa em Monza. No entanto, a equipe decidiu não utilizar o componente em Madri.

Nesse caso, o motivo é semelhante ao da McLaren. O sistema não combina com as características do circuito do Madring.

Por isso, a Racing Bulls também vai deixar a solução de lado neste fim de semana. Ainda assim, a equipe planeja voltar a utilizar a asa em outro momento desta temporada.

 

LS - www.autoracing.com.br

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