Hadjar recupera pódio em Mônaco após decisão da FIA

sexta-feira, 4 de setembro de 2026 às 8:00

Isack Hadjar

A Corte Internacional de Apelação da FIA decidiu a favor de McLaren e Red Bull no recurso apresentado pelas duas equipes após a anulação das punições de Pierre Gasly no GP de Mônaco.

Com a decisão, as penalizações foram restabelecidas. Como resultado, o piloto da Alpine perdeu o terceiro lugar conquistado em Monte Carlo.

Isack Hadjar recuperou a terceira posição e voltou a ter seu primeiro pódio pela Red Bull confirmado. Gasly caiu para o sétimo lugar na classificação final da etapa, disputada no início de junho.

Enquanto isso, Oscar Piastri, Liam Lawson e Arvid Lindblad ganharam uma posição cada. Dessa forma, eles passaram a ocupar quarto, quinto e sexto lugares, respectivamente.

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McLaren e Red Bull recorreram à FIA

A audiência aconteceu em Paris no dia 25 de agosto. Na ocasião, McLaren e Red Bull apelaram contra as decisões 1 e 2 do documento 99 do GP de Mônaco.

Inicialmente, os comissários haviam cancelado duas punições de cinco segundos aplicadas a Gasly por excesso de velocidade no pit lane. Para isso, a Alpine apresentou com sucesso um pedido de revisão.

Entretanto, surgiu uma informação importante durante o processo. Os cronometristas oficiais haviam cometido um erro ao medir o comprimento do pit lane.

Por causa dessa falha, um piloto poderia ser apontado como infrator do limite de 60 km/h mesmo quando na prática não havia ultrapassado a velocidade permitida.

Os comissários não tinham essa informação quando aplicaram as punições a Gasly. Por isso, o novo dado cumpria o requisito de ser “relevante, significativo e novo”.

Assim, o pedido de revisão pôde avançar. Consequentemente, a FIA passou a analisar também as próprias penalizações aplicadas ao piloto da Alpine.

Gasly perde novamente o pódio

Gasly não foi o único piloto punido por excesso de velocidade no pit lane durante o GP de Mônaco.

Franco Colapinto, seu companheiro de equipe na Alpine, também recebeu uma penalização de cinco segundos. Além dele, Piastri, da McLaren, e George Russell, da Mercedes, sofreram a mesma punição.

Porém, ocorreram duas infrações distintas no caso de Gasly. Por isso, o francês recebeu um total de 10 segundos de penalização.

A remoção dessas punições havia colocado Gasly novamente em terceiro. Ele cruzou a linha de chegada nessa posição antes de cair para sétimo no resultado provisório por causa das penalizações.

Agora, contudo, a Corte Internacional de Apelação decidiu restabelecer as punições. Como consequência, os 10 segundos voltaram a ser considerados no resultado do piloto.

Portanto, Gasly retorna ao sétimo lugar e Hadjar reassume o terceiro posto.

Piastri e Russell mantêm as punições

Piastri cumpriu seus cinco segundos de punição durante a corrida. Russell, por outro lado, tentou cumprir a penalização, mas não conseguiu.

Por esse motivo, o piloto da Mercedes recebeu um drive-through. Como consequência, caiu para a 12ª posição no resultado final.

Ainda assim, McLaren e Mercedes não puderam simplesmente eliminar os efeitos dessas punições após a revisão do caso de Gasly.

Isso ocorre porque o regulamento da Fórmula 1 não prevê nenhum mecanismo capaz de apagar os efeitos de uma penalização que já foi cumprida.

Portanto, os cinco segundos de Piastri permaneceram no tempo total da corrida. Da mesma forma, o tempo perdido por Russell durante o drive-through também não poderia ser retirado de seu resultado.

No caso de Gasly, a situação era diferente. O piloto ainda não havia cumprido os 10 segundos de punição. Dessa maneira, o tempo foi acrescentado ao seu resultado final.

 

LS - www.autoracing.com.br

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