FIA não concede novas atualizações de motores após Hungria
quinta-feira, 27 de agosto de 2026 às 9:08
FIA
A FIA publicou a segunda avaliação do controverso sistema de recuperação de performance dos motores da Fórmula 1. Desta vez, nenhuma fabricante recebeu concessões adicionais de desenvolvimento após o GP da Hungria.
O sistema Additional Development and Upgrade Opportunities (ADUO) permite que fabricantes cujo desempenho do motor de combustão interna (ICE) esteja pelo menos 2% abaixo da referência recebam oportunidades extras de desenvolvimento.
Essas fabricantes podem introduzir atualizações homologadas adicionais. Ao mesmo tempo, também recebem mais horas de testes no dinamômetro e permissões extras dentro do teto de custos.
FIA confirma resultados da segunda avaliação
A primeira avaliação do ADUO provocou bastante controvérsia. Afinal, a novata Red Bull-Ford alcançou a referência de performance do motor de combustão logo em sua primeira tentativa.
Consequentemente, a fabricante acabou ficando fora das concessões que o próprio sistema oferece aos rivais. Agora, a FIA detalhou oficialmente os resultados daquele primeiro período de avaliação.
Na ocasião, a Mercedes foi considerada entre 2% e 4% abaixo do melhor motor de combustão. Portanto, a fabricante ganhou direito a uma homologação adicional em 2026 e outra em 2027.
Por outro lado, Audi, Ferrari e Honda ficaram mais de 4% abaixo da referência. Assim, cada uma recebeu duas homologações extras para esta temporada e outras duas para 2027.
Contudo, o cenário mudou no segundo período. A avaliação terminou após o GP da Hungria. Depois da análise, a FIA confirmou que nenhuma fabricante receberia novas concessões.
“Nenhuma homologação adicional foi concedida a qualquer fabricante de unidades de potência”.
Quero ser VIPTombazis defende análise da FIA
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, defendeu o processo utilizado pela federação.
Segundo Tombazis, a FIA realizou uma avaliação ampla e detalhada dentro do programa ADUO. Ele afirmou que a qualidade dos dados permite confiar nos resultados apresentados.
“A FIA realizou uma análise completa e exaustiva como parte do nosso processo de revisão do ADUO”.
“Com a divulgação dos resultados do período 2, estamos confiantes que, com base na qualidade dos dados, a análise é extremamente robusta. Portanto, temos um alto nível de confiança em nossas conclusões”.
Tombazis destacou que o ADUO está apenas em seu primeiro ano de aplicação. Por isso, a FIA ainda poderá modificar alguns pontos do sistema no futuro.
“Este é o primeiro ano do ADUO. Naturalmente, existem áreas que podemos evoluir ao longo do tempo, em discussão com todos os fabricantes de UP”.
Antonelli terá novo motor em Monza
Enquanto a FIA conclui sua segunda avaliação, Kimi Antonelli utilizará um novo motor Mercedes em Monza.
Como consequência, o piloto receberá uma punição no grid para sua corrida de casa. Por outro lado, a troca permitirá que Antonelli utilize a especificação atualizada por meio do ADUO.
A Mercedes também analisa uma mudança semelhante para George Russell. Nesse sentido, Toto Wolff confirmou que as conversas continuam.
“Com George, as discussões continuam, caso decidirmos fazer isso”, afirmou o chefe da Mercedes.
Dessa maneira, a equipe ainda precisa avaliar os benefícios do novo motor diante da punição que a troca pode provocar.
Ferrari também prepara atualização
Enquanto isso, a Ferrari trabalha com uma possibilidade semelhante. Segundo relatos, a equipe já montou os motores atualizados pelo ADUO destinados a Charles Leclerc e Lewis Hamilton.
Ainda assim, a Ferrari precisa decidir se colocará essas novas UPs nos carros já em Monza. Por isso, a escolha será importante para o planejamento do restante da temporada.
A introdução dos novos componentes poderá trazer consequências esportivas caso ultrapasse os limites permitidos para o uso de determinados elementos da UP.
Terceira revisão terá sete corridas
Por fim, a FIA ainda realizará uma terceira avaliação do ADUO nesta temporada.
Desta vez, o período analisado terá sete corridas. A sequência começará em Zandvoort e terminará na Cidade do México.
Assim, a entidade voltará a comparar a performance dos fabricantes durante essa sequência de provas. Depois disso, a FIA poderá definir se alguma fabricante terá direito a novas concessões de desenvolvimento.
Portanto, o próximo período será especialmente importante para Mercedes, Audi, Ferrari e Honda. Afinal, os resultados poderão alterar novamente o equilíbrio das oportunidades de desenvolvimento entre os fabricantes.
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