Bortoleto defende uso de inteligência artificial na F1
terça-feira, 11 de agosto de 2026 às 16:00Gabriel Bortoleto saiu em defesa da crescente influência da inteligência artificial nos carros de Fórmula 1. Para o piloto da Audi, a categoria deve aproveitar as ferramentas tecnológicas disponíveis, em vez de tentar reduzir a participação delas no desenvolvimento e no funcionamento dos carros.
As regras de 2026 introduziram uma nova geração de carros. Além disso, o regulamento aumentou a importância da gestão de energia. Por isso, pilotos e equipes dependem cada vez mais de softwares para otimizar o desempenho durante uma volta e também ao longo de um trecho de corrida.
Esse cenário, entretanto, também gerou críticas. Parte do público considera que a tecnologia passou a exercer influência excessiva sobre os carros e, consequentemente, retirou parte da responsabilidade dos pilotos.
Bortoleto, porém, tem uma visão diferente. Para o brasileiro, essa evolução representa uma consequência natural do desenvolvimento da Fórmula 1 e deve ser recebida de forma positiva.
Quero ser VIPAudi vê inteligência artificial como evolução
Questionado se a inteligência artificial estava exercendo influência demais nos carros desta temporada, Bortoleto defendeu a utilização das novas ferramentas.
“Bem, estamos na Fórmula 1. Estamos desenvolvendo a tecnologia do futuro. Se não estamos usando todas as ferramentas que estão disponíveis no mundo a nosso favor, então não sei do que se trata a Fórmula 1.”
Além disso, o piloto da Audi destacou uma mudança na maneira como os fãs e os próprios envolvidos na categoria encaram a tecnologia. Segundo Bortoleto, durante muito tempo houve reclamações sobre a quantidade de tarefas que os pilotos precisavam executar.
“Eu acho que as pessoas costumavam reclamar porque os pilotos tinham coisas demais para fazer. Agora que existem coisas fazendo isso por nós, estamos reclamando que elas estão fazendo isso por nós.”
Software ganha papel importante
Bortoleto também afirmou que está satisfeito com a direção tomada pela Fórmula 1. Para ele, a capacidade dos softwares de analisar o uso de energia representa justamente uma das características mais interessantes da nova geração de carros.
“Então, estou feliz com a maneira como isso está acontecendo. É bom que o software consiga se adaptar e entender o que e quanta energia você está utilizando durante a volta, além de entender como evoluir nas voltas seguintes.”
Por fim, o piloto da Audi deixou claro que não vê motivo para mudar esse caminho. Na avaliação do brasileiro, a Fórmula 1 deve continuar explorando os recursos tecnológicos disponíveis.
“Não acho que isso deveria mudar, sendo muito honesto. Essa é a minha opinião.”
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