Verstappen minimiza êxodo e reforça vínculo com a Red Bull
quinta-feira, 30 de julho de 2026 às 9:02
Max Verstappen
Max Verstappen contestou a percepção de que a Red Bull é a única equipe de ponta da Fórmula 1 a enfrentar uma grande saída de talentos. Segundo o tetracampeão mundial, essa interpretação ganhou proporções exageradas.
Em uma entrevista ao racingnews365.com, o holandês questionou a narrativa que envolve a estrutura de Milton Keynes. Afinal, embora vários profissionais importantes tenham deixado a equipe, novos nomes também continuam chegando.
“Para mim, a equipe é como uma segunda família”, afirmou Verstappen. “Vivenciei muitas coisas incríveis com a equipe”.
“É claro que tivemos muitos momentos excelentes. No entanto, também enfrentamos períodos que provavelmente foram um pouco mais difíceis”.
Mudanças marcaram uma nova fase da Red Bull
Nos últimos dois anos, as mudanças internas da Red Bull se tornaram um dos assuntos mais debatidos da F1. Esse processo ganhou força principalmente após a saída de Adrian Newey.
O antigo diretor técnico chegou à Red Bull no fim de 2005, depois da temporada de estreia da equipe. Desde então, ele desempenhou um papel decisivo na evolução do projeto.
Ao longo de quase duas décadas, Newey ajudou a transformar a Red Bull. Inicialmente, a equipe ocupava o papel de azarã. Posteriormente, consolidou-se como uma das maiores forças da história da categoria.
Sua trajetória coincidiu com dois períodos de domínio absoluto. Primeiro, Sebastian Vettel liderou uma sequência histórica de títulos. Mais tarde, Verstappen assumiu o protagonismo e construiu sua própria era de sucesso.
Desde a saída de Newey em 2024, outros nomes importantes também deixaram a estrutura. Jonathan Wheatley e Will Courtenay, por exemplo, integravam o grupo de profissionais mais experientes e exerciam funções fundamentais.
Agora, Laurent Mekies conduz uma nova fase da Red Bull. Ainda assim, Verstappen permanece como uma das principais referências da equipe. Portanto, o holandês ocupa uma posição central na reconstrução do projeto.
Quero ser VIPInício difícil deu lugar a uma recuperação gradual
A temporada atual começou de forma complicada para a Red Bull. Ao mesmo tempo, a equipe iniciou sua primeira campanha como fabricante de unidades de potência.
O projeto desenvolvido em parceria com a Ford impressionou durante os testes de pré-temporada no Bahrain.
Além disso, a FIA adotou a UP da Red Bull como referência para o programa Additional Development and Upgrade Opportunities, conhecido pela sigla ADUO.
Entretanto, o RB22 apresentou dificuldades importantes. Nas primeiras etapas, o comportamento instável do chassi limitou a performance de Verstappen e do novo companheiro Isack Hadjar.
Como consequência, os dois pilotos passaram parte das corridas disputando posições nas regiões mais baixas da zona de pontuação.
“Acho que o ano começou de forma bastante difícil”, admitiu Verstappen. “Porém, estamos em uma trajetória de crescimento”.
Evolução do RB22 renova as expectativas
Desde o GP de Miami, o cenário começou a melhorar. Embora o desempenho ainda apresente oscilações, a Red Bull adicionou gradualmente mais carga aerodinâmica, equilíbrio e velocidade geral ao RB22.
Dessa forma, a equipe passou a encontrar soluções para alguns dos principais problemas do carro. Ainda assim, o caminho até o topo continua longo.
Agora, após 11 etapas, Verstappen soma quatro pódios. Entre eles, está o segundo lugar conquistado no recente GP da Hungria. Apesar desse avanço, o holandês ainda busca sua primeira vitória na temporada.
Mesmo sem retornar ao topo da F1, a Red Bull identifica sinais positivos. Portanto, a equipe acredita que segue na direção correta.
Além das melhorias no carro, a estrutura também reforçou seu projeto para o futuro. A contratação de Gwen Lagrue para comandar o programa de jovens pilotos representa um passo importante nesse sentido.
O francês construiu uma trajetória de sucesso na Mercedes, tendo participado diretamente do desenvolvimento das carreiras de George Russell e Kimi Antonelli.
Assim, a chegada de Lagrue reforça a capacidade da Red Bull de atrair profissionais de alto nível. Esse também é um dos pontos que Verstappen fez questão de destacar.
“É claro que algumas pessoas saíram nos últimos anos, mas outras também chegaram”, afirmou o holandês.
“As pessoas sempre gostam de focar no lado negativo. Quando alguém deixa a equipe, todos apresentam a situação como algo muito dramático”.
“É claro que às vezes você pensa: ‘Gostaria que determinadas pessoas tivessem ficado’. Porém, isso faz parte da vida. Também vemos isso em outros esportes”.
“Algumas pessoas seguem em frente e mudam. Portanto, isso faz parte da cultura e da maneira como o esporte funciona”.
“É difícil manter sempre um grupo muito bem-sucedido unido”, explicou. “Outras equipes também procuram essas pessoas e tentam contratar talentos”.
Verstappen se torna um pilar ainda mais importante
Enquanto algumas figuras importantes do passado da Red Bull seguiram novos caminhos, Verstappen ganhou ainda mais influência dentro da estrutura.
Christian Horner, ex-chefe da equipe, também deixou o projeto. Como resultado, o piloto holandês se tornou um dos principais pilares da operação. Sua experiência passou a exercer um papel ainda mais relevante durante a nova geração da F1.
Verstappen não evitou críticas às regras introduzidas em 2026. No entanto, sua comunicação direta ajudou a criar um ambiente objetivo dentro da equipe.
Enquanto isso, o futuro do tetracampeão continua alimentando especulações fora da Red Bull. Ainda assim, sua influência permanece evidente dentro da estrutura.
Depois de 10 anos na equipe principal, Verstappen assumiu grande responsabilidade pelos resultados na pista. Dessa forma, sua experiência se tornou fundamental para os profissionais ao redor.
Quando perguntaram como transforma suas habilidades de liderança em ações para impulsionar a Red Bull, Verstappen explicou que assumiu esse papel de maneira natural.
“Apenas sendo eu mesmo”, respondeu o vencedor de 71 GPs. “Ao longo dos anos, construí uma relação muito boa com muitas pessoas. Procuro dizer as coisas como elas são”.
“Gosto de trabalhar de maneira muito direta. Eles são diretos comigo e eu também sou direto com a equipe. Portanto, é assim que tentamos trabalhar”.
Segundo Verstappen, a idade e a experiência contribuíram para o desenvolvimento dessa postura.
“Quando você fica mais velho, também entende um pouco mais as coisas”, explicou. “Ganha mais experiência de vida e amadurece. Vive muito mais situações com as pessoas da equipe. Portanto, tudo aconteceu de forma muito natural”.
adrian newey, Christian Horner, ford, george russell, gwen lagrue, Isack Hadjar, jonathan wheatley, Kimi Antonelli, laurent mekies, max verstappen, RB22, red bull
ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.