Brundle critica motores após Spa, mas o “Loucos” já tinha avisado
segunda-feira, 20 de julho de 2026 às 16:28
Motor Fórmula 1 2026
Brundle critica motores e o regulamento da F1 de 2026 após os problemas vistos em Spa-Francorchamps. Entretanto, o Loucos por Automobilismo já alertava sobre essa situação há meses.
Adauto Silva e Luciano Neto explicaram diversas vezes no podcast que as coisas ficariam “feias” quando a categoria chegasse às pistas de potência. Agora, quase todos reclamam depois dos GPs da Inglaterra e da Bélgica como se o problema fosse uma surpresa.
E a situação deverá piorar. No calendário deste ano, a F1 ainda visitará Monza, Baku, Las Vegas e Interlagos.
Além disso, outros circuitos apresentarão dificuldades menores, mas também deverão expor as limitações da bateria.
Agora, Martin Brundle afirmou ter sentido vontade de chorar durante os GPs da Grã-Bretanha e da Bélgica. Segundo ele, uma “lágrima no olho” surgiu ao perceber que a F1 perdeu “todas as grandes curvas” desses circuitos.
Brundle responsabiliza diretamente o regulamento de 2026. Além disso, pede que a categoria abandone o conceito “o mais rápido possível”.
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, defende a volta dos motores V8 com combustíveis sustentáveis até 2030 ou, no máximo, 2031. Brundle apoia essa proposta.
No entanto, esse retorno é altamente improvável. Afinal, o futuro das montadoras presentes na F1 é elétrico ou, no máximo, híbrido, com grande participação da propulsão elétrica.
Martin Brundle critica o regulamento da F1 de 2026
Os novos motores da F1 apresentam uma divisão de potência próxima de 50/50 entre eletricidade e combustão interna. Desde o início, esse conceito provoca opiniões muito divididas.
Diante das preocupações iniciais, a FIA decidiu introduzir alguns ajustes. Portanto, nos próximos dois anos, o equilíbrio mudará ligeiramente para favorecer a potência do motor a combustão interna, o ICE.
Contudo, as visitas recentes a Silverstone e Spa-Francorchamps ampliaram as discussões. Os dois circuitos estão entre os traçados mais icônicos e velozes do calendário.
Na terça-feira anterior ao GP da Bélgica, o Loucos alertou que Spa apresentaria a pior gestão de energia da temporada até aquele momento. Durante o fim de semana, a previsão se confirmou.
Além disso, a transmissão da F1 praticamente não exibiu as câmeras onboard em Spa. Dessa maneira, tentou “minimizar” o problema para a maioria do público sem acesso permanente às imagens onboard dos carros.
Max Verstappen comparou a situação no segundo setor a uma combinação muito estranha. Sem deployment, os pilotos tinham a potência de um carro de Fórmula 3 com o downforce de um F1.
Kimi Antonelli e Lando Norris também comentaram as consequências do novo regulamento. Agora, a icônica curva dupla à esquerda de Pouhon é percorrida com aceleração total.
Por isso, Norris foi direto ao avaliar a mudança.
“A Pouhon não é mais uma curva”, afirmou o piloto da McLaren.
Brundle lamenta perda das grandes curvas
Brundle, ex-piloto de F1 e atual comentarista da Sky F1, não ficou nada impressionado com o comportamento dos novos carros.
Durante uma discussão na emissora, o assunto inicial envolvia os misteriosos problemas de velocidade enfrentados por George Russell. O piloto da Mercedes sofreu principalmente nas retas de Spa.
Porém, Brundle mudou o foco da conversa e passou a criticar todo o regulamento. Na visão dele, os pilotos precisam dominar um número excessivo de complexidades com as novas regras.
Além disso, o comentarista já conta os dias para o fim desse sistema.
“Para ser sincero, acho que todos eles estão tendo dificuldades para realmente entender tudo isso a fundo”, declarou Brundle.
“Fico até com os olhos marejados, porque perdemos todas as grandes curvas de Silverstone. Agora, estamos em Spa enfrentando a mesma situação.”
Brundle acredita que os prejuízos ficam ainda mais evidentes nos circuitos velozes. Por isso, defende mudanças mais profundas para o futuro da categoria.
“Esse novo regulamento nos prejudica nos circuitos de alta velocidade. Estamos tomando providências para 2027 e 2028. Porém, precisamos nos livrar desse conceito o mais rápido possível, em 2030 ou 2031.”
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