FIA aumenta quantidade de componentes por motor para 2027 e 2028
segunda-feira, 13 de julho de 2026 às 14:10
FIA
A FIA alterou o regulamento da Fórmula 1 para 2027 e 2028 e concedeu aos fabricantes de motores mais flexibilidade no uso das unidades de potência. Com a mudança, as equipes poderão utilizar um componente extra de praticamente todos os principais elementos da UP durante as duas primeiras temporadas completas do novo regulamento, aliviando um limite que inicialmente seria bem mais rigoroso.
A entidade decidiu prorrogar por mais dois anos a flexibilização que, originalmente, valeria apenas para 2026.
Assim, cada piloto poderá utilizar quatro motores de combustão interna, quatro turbocompressores e quatro sistemas de escapamento em 2027 e 2028.
Além disso, cada temporada permitirá o uso de três MGU-Ks, três baterias e três unidades de controle eletrônico (ECUs).
FIA busca reduzir o risco para os fabricantes
A FIA tomou essa decisão porque aprovou as mudanças no regulamento técnico relativamente tarde.
Com menos tempo para desenvolver as novas unidades de potência, os fabricantes passaram a enfrentar um risco maior de problemas de confiabilidade nas primeiras temporadas.
Por esse motivo, a entidade pretende evitar que eles tenham de lidar, ao mesmo tempo, com um cronograma reduzido de desenvolvimento e limites muito rígidos para a utilização dos componentes.
Plano original era mais rigoroso
Inicialmente, a FIA pretendia voltar aos limites originais já em 2027.
Nesse cenário, cada piloto poderia utilizar apenas três motores de combustão interna e três turbocompressores durante toda a temporada.
Já o MGU-K, a bateria e a ECU ficariam limitados a apenas duas unidades em um campeonato de 24 GPs mais as corridas Sprint.
No entanto, a FIA adiou essa redução por pelo menos mais dois anos.
Quero ser VIPRegulamento muda novamente em 2027
A decisão também acompanha a evolução do regulamento das unidades de potência.
Além disso, a participação entre os sistemas elétrico e a combustão voltará a mudar.
Em 2027, a divisão passará para 43% de potência elétrica e 57% proveniente do motor de combustão.
Em 2028, a participação será alterada novamente para 40% de potência elétrica e 60% de combustão.
Dessa forma, os componentes extras oferecem principalmente aos novos fabricantes uma margem maior para enfrentar eventuais problemas de confiabilidade sem atingir rapidamente o limite regulamentar.
Por isso, a própria FIA deixou claro que essa flexibilização está diretamente ligada aos primeiros anos do novo regulamento de motores.
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