Horner revela o que sente falta após saída da Red Bull

domingo, 12 de julho de 2026 às 10:35

Christian Horner

Christian Horner afirmou que continua em contato com diversos integrantes da Red Bull mesmo após deixar o comando da equipe. Ao mesmo tempo, o britânico admitiu sentir falta da competitividade da Fórmula 1. Por outro lado, garantiu que não sente saudades dos bastidores políticos nem das polêmicas que acompanham a categoria.

O ex-CEO e ex-chefe da Red Bull voltou ao paddock durante o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, exatamente um ano depois de sua saída. Desde então, Laurent Mekies assumiu o comando da equipe e conduziu a reação que levou Max Verstappen a disputar o título mundial até as últimas etapas contra os dois pilotos da McLaren.

Horner diz que não sente falta da política

Em entrevista ao The Times, Horner contou que ainda conversa com muitas pessoas da Red Bull. Além disso, afirmou que ficou satisfeito por manter esses relacionamentos mesmo após o encerramento de sua trajetória na equipe.

O britânico explicou que sente falta da competição diária da Fórmula 1. Em contrapartida, destacou que não sente nenhuma saudade das disputas políticas nem das polêmicas que cercam a categoria. Segundo ele, a distância também lhe permitiu enxergar a vida sob outra perspectiva.

“Eu ainda converso com muitas pessoas da equipe, e isso é muito bom. Senti um pouco de falta da competição, mas não senti falta da política nem de toda aquela porcaria que envolve esse lado da Fórmula 1. Quando você está totalmente concentrado no trabalho, é difícil enxergar as coisas com perspectiva. Porém, existe muito mais na vida do que apenas a Fórmula 1.”

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Ex-chefe vê evolução como resultado de um trabalho anterior

Além disso, Horner afirmou que a recuperação da Red Bull na segunda metade da temporada passada aconteceria mesmo sem sua permanência. Na visão do dirigente, nenhuma mudança estrutural produz efeitos imediatos na Fórmula 1.

Segundo ele, qualquer transformação importante leva entre nove e doze meses para aparecer na pista. Assim, Horner entende que a evolução da Red Bull já estava em andamento antes de sua saída e seguiria o mesmo caminho independentemente de quem ocupasse o cargo.

“Normalmente, as mudanças levam entre nove e doze meses para produzir efeitos. Portanto, tudo o que aconteceu no ano passado teria acontecido da mesma forma, mesmo que eu tivesse sido atropelado por um ônibus e ninguém tivesse assumido meu lugar.”

Horner deixa avaliação de legado para a história

Por fim, Horner afirmou que prefere deixar a história julgar seu legado na Red Bull. Ao mesmo tempo, ressaltou que não busca reconhecimento público, pois considera que cumpriu sua missão durante os anos em que comandou a equipe.

“Posso ser julgado apenas pelo que fiz. A história decidirá qual será o meu legado. No entanto, não estou em busca de elogios. Estou satisfeito com tudo o que consegui realizar.”

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