Red Bull pressiona FIA por revisão do sistema ADUO

sábado, 4 de julho de 2026 às 9:00

Red Bull

A disputa entre a Red Bull e a FIA sobre o polêmico sistema de compensação de motores ADUO deve ganhar um novo capítulo durante o GP da Inglaterra. A entidade máxima do automobilismo agendou uma reunião de alto nível em Silverstone para explicar por que concluiu que o motor de combustão da equipe é o mais forte do grid, decisão que a deixou sem direito às concessões de desenvolvimento previstas pelo regulamento.

Segundo o jornal De Telegraaf, funcionários da FIA analisaram durante oito dias todas as evidências apresentadas pela Red Bull. Ainda assim, a entidade manteve sua avaliação inicial e decidiu não alterar a classificação da fabricante.

Reunião em Silverstone reunirá dirigentes da Red Bull

O encontro deste fim de semana contará com a presença do CEO Oliver Mintzlaff e do coproprietário Mark Mateschitz. Além disso, uma segunda reunião está marcada para a próxima semana e terá a participação do chefe da equipe, Laurent Mekies.

A expectativa é que a FIA detalhe os critérios técnicos utilizados para concluir que o motor de combustão da Red Bull lidera o grid. Por causa dessa avaliação, a fabricante ficou fora do grupo de montadoras aptas a receber as concessões de desenvolvimento previstas pelo sistema ADUO.

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Bastidores também entram em debate

A reportagem do De Telegraaf afirma ainda que algumas pessoas do paddock acreditam que a Red Bull teve menor influência política do que suas rivais durante o processo que definiu a aplicação do ADUO.

De acordo com essa avaliação, Christian Horner e Helmut Marko, que hoje não participam mais dessas negociações, exerciam anteriormente um papel importante nos bastidores da Fórmula 1 e tinham grande influência nesse tipo de discussão.

Vasseur admite surpresa com decisão da FIA

O chefe da Ferrari, Frederic Vasseur, reconheceu que também ficou surpreso com a classificação inicial divulgada pela FIA. A declaração foi dada ao jornal Corriere della Sera, depois de a Mercedes garantir acesso às concessões do ADUO mesmo após vencer sete das oito primeiras corridas da temporada.

“Claro que sim. Não era o cenário que imaginávamos.”

Em seguida, Vasseur explicou que o critério utilizado pela FIA não leva em consideração os resultados obtidos nas pistas.

“No entanto, o sistema não é baseado nos resultados, mas no cálculo da potência do motor de combustão interna. Além disso, nós não tivemos acesso a todos os dados que a FIA pode utilizar para medir esses parâmetros.”

Por fim, o dirigente da Ferrari reforçou sua surpresa com a decisão.

“Então, sim, ficamos surpresos. Só a Red Bull ficou mais surpresa do que nós.”

Polêmica envolve critérios do sistema ADUO

A principal controvérsia está no fato de que a elegibilidade para receber as concessões do ADUO considera apenas o desempenho do motor de combustão. Portanto, o restante da unidade de potência não entra na avaliação.

Por causa desse critério, a Mercedes se tornou elegível ao programa de desenvolvimento, apesar da percepção predominante no paddock de que a fabricante já possui o conjunto mais competitivo da Fórmula 1 graças à eficiência de seus sistemas elétricos.

EB - www.autoracing.com.br

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