FIA reavalia ADUO a pedido da Red Bull

quinta-feira, 18 de junho de 2026 às 13:08

FIA reavalia ADUO

A FIA reavalia ADUO após um pedido formal da Red Bull Racing, que questiona a conclusão da primeira análise realizada pela entidade sobre os motores da Fórmula 1 em 2026.

Por enquanto, a equipe austríaca não tem certeza absoluta se seu motor de combustão interna continuará sendo considerado o mais potente do grid após a revisão dos dados.

O ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização) foi criado pela FIA como parte do regulamento das unidades de potência de 2026.

O sistema concede benefícios extras aos fabricantes que apresentam desvantagem significativa em relação à referência do campeonato.

Entre essas vantagens estão mais horas de testes em bancada e recursos financeiros adicionais para desenvolvimento.

A FIA realiza três avaliações ao longo da temporada para definir quais fabricantes se qualificam para essas concessões.

A primeira análise ocorreu após o GP do Canadá.

Red Bull questiona conclusão da FIA

O objetivo do ADUO é reduzir diferenças de desempenho entre os fabricantes de motores e impedir que uma única montadora mantenha uma vantagem excessiva durante muito tempo.

Embora a maior parte do paddock acreditasse que a Mercedes fosse a referência atual, a primeira avaliação apontou a Red Bull Ford Powertrains como detentora do motor de combustão interna mais potente.

A conclusão gerou insatisfação dentro da equipe austríaca, disse o GP Blog.

Laurent Mekies, chefe da Red Bull Racing, explicou que a equipe não discorda da metodologia que considera apenas o motor de combustão interna.

No entanto, ele questiona os dados utilizados pela FIA para chegar à conclusão final.

“Estamos completamente de acordo com o fato de a regra afirmar que você só deve tentar estimar a hierarquia com base na potência do motor de combustão interna”, explicou Mekies.

“Estamos completamente de acordo com isso. Todas as fabricantes concordaram com isso e não achamos que esse seja o problema.”

Segundo o dirigente, a equipe não encontrou evidências que sustentem a ideia de que possui vantagem sobre a Mercedes.

“Onde gostaríamos de ter uma conversa mais aprofundada é porque ainda não vimos uma única amostra de dados que indique que teríamos vantagem sobre nossos colegas da Mercedes.”

Mekies cita resultados da temporada

Mekies argumentou que os resultados obtidos pela Red Bull em circuitos com características distintas não sustentam a conclusão da FIA.

Ele também demonstrou surpresa ao ver a Ferrari classificada atrás da Mercedes e da Red Bull na análise da entidade.

“Especialmente quando você vê variações relativas de desempenho de um traçado de pista para outro, que são perfeitamente consistentes com a sensibilidade à potência do motor de combustão interna.”

O dirigente utilizou exemplos de diferentes circuitos para reforçar seu argumento.

“No Canadá, com alta sensibilidade à potência do motor de combustão interna, nos classificamos em sexto.”

“Em Mônaco, com baixa sensibilidade à potência, nos classificamos a apenas quatro centésimos de segundo da pole position.”

“Em Barcelona, com alta sensibilidade à potência do motor de combustão interna, nos classificamos em sexto novamente.”

“Não vimos um único conjunto de dados que estime que estamos acima da concorrência, muito menos consistentemente acima dela.”

FIA está fazendo nova análise dos dados

Diante das dúvidas levantadas pela Red Bull, a equipe solicitou que a FIA revisasse os números utilizados na avaliação.

O pedido ocorreu durante o fim de semana do GP de Mônaco.

A solicitação não configura um recurso formal, já que o regulamento não prevê esse procedimento.

Mesmo assim, a FIA concordou em realizar uma nova análise das informações disponíveis.

Por enquanto, isso não significa que a entidade mudará sua conclusão inicial.

A reavaliação apenas verificará se os cálculos e critérios utilizados permanecem corretos.

A FIA pretende divulgar os resultados definitivos da primeira análise do ADUO somente após concluir essa revisão solicitada pela Red Bull.

Até lá, a equipe austríaca continuará aguardando para saber se manterá a condição de referência do motor de combustão interna da Fórmula 1 em 2026.

AS - www.autoracing.com.br

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