Todt minimiza críticas às regras de 2026 da Fórmula 1
domingo, 14 de junho de 2026 às 9:00Jean Todt minimizou as críticas contra o novo regulamento da Fórmula 1 para 2026 e afirmou que as mudanças implementadas pela categoria representam uma evolução, e não uma revolução.
As novas regras receberam diversas críticas no paddock desde o início da temporada, principalmente por causa do aumento da participação elétrica nas unidades de potência. Além disso, a Fórmula 1 já trabalha em ajustes para reduzir esse componente nos próximos anos e avalia um possível retorno aos motores V8 aspirados.
No entanto, o ex-chefe da Ferrari e antigo presidente da FIA enxerga a situação de outra maneira.
Todt defende evolução da Fórmula 1 com regras de 2026
Durante o GP de Barcelona, Todt explicou que as mudanças fazem parte do processo natural de desenvolvimento da categoria.
“Muitos falam sobre uma revolução na Fórmula 1, como se estivéssemos diante de algo completamente diferente do passado”, disse Todt à La Gazzetta dello Sport.
“Mas, para mim, não é esse o caso. É uma evolução, não uma revolução. Houve mudanças que levaram a grandes sucessos, algo que me deixa feliz, mas o coração da Fórmula 1 continua o mesmo.”
Aos 80 anos, Todt deixou de frequentar regularmente os Grandes Prêmios, mas esteve presente no fim de semana do GP da Espanha para um evento da Pirelli.
Questionado sobre algo que sente falta da Fórmula 1 do passado, o francês rejeitou qualquer sentimento de nostalgia.
“Não, porque não quero viver de nostalgia. Não faz sentido, e eu nunca gostei disso.”
“A vida é como um filme. As coisas evoluem, mudam, e aqueles que param de acompanhar as mudanças acabam perdidos.”
Quero ser VIPEx-presidente da FIA relembra legado na Ferrari
Durante sua passagem pela Ferrari, Todt liderou uma das eras mais dominantes da história da Fórmula 1. Entre 2000 e 2004, Michael Schumacher conquistou cinco títulos mundiais consecutivos pela equipe italiana.
Ao lembrar daquele período, o francês destacou como uma das maiores satisfações ver antigos integrantes de sua equipe assumindo cargos importantes dentro da categoria.
“Ver muitos dos caras que trabalharam comigo agora conquistarem posições tão importantes na Fórmula 1 é algo especial.”
“Ver Stefano Domenicali no comando da F1 é algo que me deixa muito orgulhoso, assim como Laurent Mekies liderando a Red Bull, Mattia Binotto na Audi e Andrea Stella na McLaren.”
“Eu não assumo o crédito por eles, mas fico feliz por ter compartilhado parte da jornada deles. Vê-los competitivos e preparados no que fazem hoje me lembra o quanto foi importante o caminho que compartilhamos.”
Todt preferiu não comentar a atual situação da Ferrari e evitou comparações com o período em que esteve à frente da equipe.
“Prefiro não falar sobre isso, porque não existe sentido em fazer comparações.”
“Aqui no paddock, passando pelo espaço da equipe, percebi alguns integrantes que sorriram para mim assim que me viram. É especial para mim ter conseguido contribuir para essa grande história.”
Todt elogia início de Antonelli na Mercedes
O ex-presidente da FIA também destacou o desempenho de Kimi Antonelli, líder isolado do campeonato e responsável por colocar novamente um italiano como candidato real ao título da Fórmula 1.
Embora ainda não conheça o piloto pessoalmente, Todt afirmou que o jovem da Mercedes demonstra grande potencial.
“Eu não o conheço pessoalmente, mas ele é um cara extremamente talentoso, e seus resultados falam por si.”
“É claro que também devemos dar crédito ao carro que ele dirige, porque a Mercedes está fantástica neste ano, mas as coisas sempre precisam se encaixar na Fórmula 1: um grande piloto em um grande carro.”
Todt também ressaltou a evolução de Antonelli após um primeiro momento mais difícil na categoria.
“No ano passado ele teve mais dificuldades, mas evoluiu da maneira correta e lidou muito bem com uma situação psicologicamente complicada. Ele é educado, gentil e humilde, então desejo sinceramente tudo de melhor para ele.”
“Eu acho que isso é muito bom para vocês na Itália, porque vocês sonharam por muito tempo em ter um piloto de alto nível, e agora finalmente têm esse piloto.”
Jean Todt defende mudanças da F1 em 2026 e afirma que regulamento representa evolução, não revolução.
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