Red Bull contesta FIA sobre avaliação de motor da F1
sábado, 13 de junho de 2026 às 9:15A Red Bull segue pressionando a FIA após contestar a avaliação de motores feita pelo sistema ADUO, já que a equipe teme impactos importantes para as próximas três temporadas da Fórmula 1.
A análise inicial da entidade apontou a Red Bull Ford como a fabricante com o motor de combustão mais competitivo para 2026. No entanto, o resultado criou uma situação curiosa para a equipe austríaca.
Red Bull questiona impacto das regras do ADUO
Apesar de aparecer como referência no desempenho do motor de combustão, a Red Bull se tornou a única fabricante sem acesso às concessões de evolução previstas pelo sistema ADUO.
Enquanto isso, Mercedes, Ferrari, Audi e Honda podem utilizar os benefícios criados pelo regulamento. Por esse motivo, a equipe comandada por Laurent Mekies quer entender melhor os critérios usados pela FIA.
Quando o canal Viaplay brincou ao parabenizar Mekies por ter o melhor motor da Fórmula 1, o chefe da Red Bull evitou comemorar o resultado.
“Ainda é um pouco cedo para parabéns”, afirmou Mekies, sorrindo. “Recebemos algumas informações da FIA sujeitas a mudanças.”
O dirigente confirmou que a Red Bull pediu explicações e uma revisão dos cálculos apresentados pela entidade. Além disso, destacou que a equipe trabalha para garantir que os dados estejam corretos antes de qualquer decisão.
“Como você pode imaginar, temos discussões muito detalhadas com eles para garantir que a análise deles esteja correta”, explicou Mekies.
“Não é apropriado que eu responda mais sobre isso antes que a FIA compartilhe as conclusões.”
Quero ser VIPDecisão pode influenciar três temporadas da F1
A preocupação da Red Bull aumenta porque o sistema ADUO terá influência além de 2026. Segundo Mekies, as concessões previstas também podem afetar 2027 e 2028.
“Isso se aplica não apenas a 2026, mas também a 2027 e, de algumas formas, a 2028”, disse o chefe da equipe.
Além disso, o francês reforçou que a Fórmula 1 precisa trabalhar com um cenário correto para evitar consequências esportivas durante o novo ciclo de motores.
“Acho que é muito importante para o esporte que o cenário apresentado também esteja correto”, completou Mekies.
A FIA afirma que usa dados objetivos para realizar a avaliação. A entidade coleta as informações por meio de sensores de torque padronizados instalados em todos os carros da categoria.
Wolff defende análise feita pela FIA
O chefe da Mercedes, Toto Wolff, apoiou o método utilizado pela FIA e afirmou que o processo depende apenas de dados técnicos.
“Na minha opinião, quando você fala com Nikolas, são dados que eles mediram e coletaram”, afirmou Wolff, citando Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA.
“Não existe um contexto político, não existem favores, mas sim o resultado da análise dos sensores de torque e da forma como ela foi feita.”
Mattia Binotto, chefe da Audi, também defendeu a avaliação da entidade. Porém, o dirigente acredita que o regulamento pode passar por ajustes no futuro.
“Não há dúvida sobre a avaliação. Temos sensores adequados no carro para medir a diferença de potência”, declarou Binotto.
Mesmo concordando com a análise atual, o italiano questionou se a potência máxima deve continuar como principal referência para os cálculos do ADUO.
“Talvez devêssemos fazer algo muito parecido com o chassi, onde você se baseia na classificação das temporadas anteriores. Se a convergência é o objetivo, talvez essa seja a maneira mais simples.”
FIA explica objetivo do sistema ADUO
Nikolas Tombazis explicou que a FIA criou o ADUO para evitar que fabricantes fiquem presos em uma desvantagem permanente durante o novo regulamento de motores.
“Existia uma preocupação de que, se você começasse atrás, poderia estar quase condenado à pobreza permanente”, disse Tombazis ao Soy Motor.
“E essa pobreza permanente levaria essas fabricantes de equipamentos originais a deixarem o esporte.”
Segundo Tombazis, a FIA concentrou o sistema apenas na parte de combustão das unidades de potência porque a disputa tecnológica principal deve acontecer no setor elétrico.
“A razão para isso é que havia a sensação de que o lado elétrico seria o campo de batalha. A ideia era que a parte térmica não seria uma disputa tão grande, então, se você estivesse atrás, teria tempo, dinheiro e recursos para recuperar.”
Ainda assim, o dirigente admitiu que a FIA pode modificar o funcionamento do sistema caso encontre uma alternativa melhor para a categoria.
“Queremos ver qual é a melhor maneira de fazer isso para o esporte. Se será exatamente igual ou não, isso é algo que precisa ser discutido.”
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