Ben Sulayem defende F1 mais leve com motores V8
sábado, 13 de junho de 2026 às 9:00O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, continua defendendo uma mudança de direção para a Fórmula 1 no futuro. O dirigente quer o retorno de carros mais leves, barulhentos e baratos, equipados com motores V8 aspirados e combustíveis sustentáveis.
Embora as fabricantes da categoria já tenham chegado a um acordo sobre ajustes nas regras de motores para 2027 e 2028, Ben Sulayem revelou que já pensa no próximo ciclo de regulamentos. Segundo ele, os atuais carros da F1 ficaram complexos demais, caros demais e pesados demais.
Ben Sulayem critica peso e complexidade dos carros atuais
Em entrevista ao Canal Plus, o presidente da FIA afirmou que a evolução tecnológica trouxe desafios para a categoria, principalmente pelo aumento da complexidade dos sistemas e dos custos de desenvolvimento.
“O que há de pior nos carros agora?”, questionou Ben Sulayem.
“A complexidade dos sistemas, a enorme quantidade de dinheiro gasto no desenvolvimento, os custos e também o carro grande.”
Além disso, o dirigente relacionou o peso elevado dos carros atuais com questões de segurança. Para ele, a Fórmula 1 precisa encontrar uma forma de reduzir a massa dos monopostos sem comprometer a proteção dos pilotos.
“Um carro grande e pesado significa o quê? Significa que ele é inseguro.”
Segundo Ben Sulayem, a FIA aumentou o peso dos carros nos últimos anos por motivos de segurança, porém agora pretende reverter essa tendência. Dessa forma, o objetivo é criar uma geração mais leve e próxima da filosofia tradicional da categoria.
“Agora eu gostaria de ver um carro, um carro totalmente finalizado, pesando menos de 650 quilos. Meu objetivo é 630.”
Quero ser VIPRetorno dos motores V8 poderia reduzir custos
Para alcançar essa meta, Ben Sulayem acredita que a volta dos motores V8 aspirados seria uma alternativa. O presidente da FIA avalia que uma unidade de potência mais simples, combinada com combustível sustentável e um sistema híbrido menor, poderia equilibrar desempenho e eficiência.
“Você terá a potência de um motor de combustão interna, talvez 760 cavalos de potência, com 10% de eletrificação. Isso vai fazer barulho. Será muito mais barato.”
Além do ganho em peso e emoção para os fãs, o dirigente acredita que a mudança reduziria significativamente os gastos das fabricantes envolvidas na Fórmula 1.
“A pesquisa e desenvolvimento será muito mais barato. O próprio motor é muito mais leve, mais agradável de usar e os espectadores ouvirão o som.”
FIA quer ouvir equipes antes de qualquer mudança
Apesar da defesa pelo retorno dos V8, Ben Sulayem destacou que qualquer alteração dependerá de conversas com as equipes e fabricantes que fornecem as unidades de potência da categoria.
O presidente da FIA afirmou que a decisão precisa considerar os interesses de todos os envolvidos, especialmente em um momento de grandes investimentos tecnológicos na Fórmula 1.
“É importante consultar as equipes, especialmente aquelas que fornecem as unidades de potência.”
Ainda assim, Ben Sulayem deixou claro que aceitaria uma mudança antecipada caso exista consenso entre os envolvidos. Atualmente, uma possível nova geração de motores seria considerada para depois de 2031.
“Se eles quiserem fazer isso um ano antes (de 2031), ficaríamos muito felizes, porque seria mais fácil de fazer e mais barato.”
Para o dirigente, a prioridade é aproximar novamente a Fórmula 1 dos fãs, mantendo a sustentabilidade, mas sem perder elementos tradicionais como som, leveza e emoção.
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