Piastri apoia mudança nos motores da F1 para 60/40
sexta-feira, 5 de junho de 2026 às 8:55
Oscar Piastri
Oscar Piastri voltou a defender uma mudança significativa nos motores da Fórmula 1. Segundo o piloto da McLaren, a categoria deveria migrar para uma divisão de potência de 60/40 entre o motor a combustão e a parte elétrica o mais rápido possível.
Nos últimos meses, diversos pilotos demonstraram insatisfação com as novas unidades de potência. Muitos criticaram as técnicas necessárias para extrair performance máxima dos carros sob o atual regulamento.
Por isso, o debate sobre uma possível alteração da atual divisão de 50/50 ganhou força dentro do paddock. Ainda assim, alguns fabricantes seguem resistentes à ideia. Afinal, eles investiram bilhões no desenvolvimento da atual geração de motores.
Mesmo diante desse cenário, Piastri acredita que a F1 precisa agir pensando no espetáculo e no futuro da categoria.
Quero ser VIPPiastri vê mudança como inevitável
Durante conversa com jornalistas, o australiano afirmou que todos no paddock reconhecem a necessidade de mudanças.
“Todos nós sabemos que as coisas precisam mudar e que mudanças serão necessárias daqui para frente”, declarou. “Eu entendo que não seja algo simples para os fabricantes redesenharem tudo tão rápido, principalmente depois de tanto investimento”.
No entanto, apesar dessas dificuldades, Piastri deixou claro que prefere uma solução mais rápida.
“Todos sabemos que isso precisará mudar em algum momento no futuro. Da minha perspectiva, quanto antes acontecer, melhor”.
Verstappen também apoia nova divisão
Piastri não é o único piloto a defender alterações. Recentemente, Max Verstappen também manifestou preocupação com o rumo dos motores da F1.
O tetracampeão mundial afirmou que uma divisão de potência de 60/40 seria o “mínimo aceitável” para manter seu interesse em continuar na categoria no futuro.
Por enquanto, nenhuma decisão oficial foi tomada. Entretanto, algumas fabricantes já demonstraram cautela em relação ao tema.
Tanto Ferrari quanto Audi levantaram preocupações moderadas sobre os possíveis impactos de uma mudança no regulamento técnico após tantos anos de desenvolvimento.
Ainda assim, Piastri entende que a categoria precisa priorizar o interesse esportivo.
“Existem muitos motivos diferentes ao longo do grid, e eu realmente entendo isso”, explicou. “Cada um terá suas próprias razões para defender determinadas soluções. Porém, acredito que, como esporte, precisamos caminhar para uma divisão mais favorável aos motores a combustão”.
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