McLaren apresenta pintura especial para seu 1000º GP na F1
terça-feira, 2 de junho de 2026 às 9:22
McLaren
A McLaren já está em clima de festa para celebrar sua 1000ª largada na Fórmula 1 durante o GP de Mônaco deste fim de semana.
No entanto, apesar da preparação para o marco histórico, uma divergência nos registros estatísticos gerou dúvidas entre os fãs mais atentos da categoria.
Afinal, pouco menos de seis anos após a Ferrari alcançar a marca de 1000 corridas no GP da Toscana de 2020, a equipe fundada por Bruce McLaren se prepara para atingir o mesmo feito.
O cenário torna a ocasião ainda mais especial. Isso porque foi justamente nas ruas de Monte Carlo que Bruce disputou a primeira corrida da história da McLaren há 60 anos. Entretanto, existe um detalhe que vem chamando a atenção.
Quero ser VIPDivergência gera debate sobre a marca histórica
Embora a McLaren esteja promovendo o GP de Mônaco como sua corrida de número 1000, alguns levantamentos apontam um número diferente.
Segundo esses registros, a equipe acumula atualmente 998 largadas em GPs a partir de 1003 inscrições realizadas ao longo de sua trajetória. Dessa forma, Mônaco representaria a largada de número 999.
Consequentemente, a simbólica marca de 1000 participações seria alcançada apenas na etapa seguinte, o GP de Barcelona-Catalunha. Ainda assim, a McLaren sustenta que o marco será atingido já neste fim de semana.
Para entender essa contagem, é necessário voltar ao controverso GP dos Estados Unidos de 2005, disputado em Indianápolis.
GP dos Estados Unidos de 2005 faz a diferença
Naquela ocasião, Juan Pablo Montoya e Kimi Raikkonen representavam a McLaren. Porém, devido aos graves problemas de segurança envolvendo os pneus Michelin, ambos recolheram seus carros ao final da volta de formação.
Da mesma forma, os pilotos das outras equipes equipadas com pneus Michelin também abandonaram a prova antes da largada oficial.
Como resultado, apenas as três equipes que utilizavam pneus Bridgestone largaram, que ficou marcada na história da F1 como a famosa “corrida dos seis carros”.
Mesmo assim, a McLaren considera aquele evento como uma participação válida. Isso ocorre porque tanto Montoya quanto Raikkonen receberam a bandeira verde e iniciaram a volta de formação.
Portanto, para a equipe britânica, o GP dos Estados Unidos de 2005 corresponde à corrida de número 586 em sua caminhada rumo às 1000 largadas. Por consequência, essa etapa permanece contabilizada em seus registros oficiais.
Por que a China de 2026 não entra na conta?
Contudo, a situação foi diferente no GP da China de 2026. Naquela prova, nem Lando Norris nem Oscar Piastri conseguiram iniciar a volta de formação.
Enquanto Norris permaneceu parado nos boxes, Piastri precisou ser retirado do grid após sofrer problemas elétricos relacionados à unidade de potência.
Assim, como nenhum dos dois chegou a começar a volta de formação, a McLaren não contabiliza a corrida chinesa em sua lista oficial de largadas. Dessa maneira, a equipe estabelece uma clara distinção entre os dois casos.
Apenas quatro ausências em seis décadas
Curiosamente, essa estatística revela outro dado impressionante. Desde sua estreia na F1 no GP de Mônaco de 1966, a McLaren deixou de largar em apenas quatro provas.
Os dois primeiros episódios ocorreram ainda em 1966. Na Bélgica e na Holanda, Bruce McLaren não conseguiu alinhar seu carro para a largada.
Anos depois, em 1983, a equipe enfrentou uma situação ainda mais rara. No GP de Mônaco daquele ano, Niki Lauda e John Watson não conseguiram se classificar para a corrida.
Consequentemente, a McLaren registrou sua única dupla eliminação em classificações na história da F1. A lista ganhou mais dois casos com Norris e Piastri no GP da China desta temporada.
McLaren leva mensagem especial para as ruas de Mônaco
Para celebrar a ocasião, a McLaren apresentou uma pintura única. Embora mantenha o tradicional esquema de cores papaia, ela traz um significado especial. O visual do MCL40 reforça a mensagem “McLaren Never Quits”, ou seja, “A McLaren nunca desiste”.
Enquanto isso, as celebrações não ficarão restritas à pista. Nesta quinta-feira, por exemplo, o carro atual será exibido no grid ao lado do MB2, o primeiro monoposto utilizado pela equipe na F1.
Além da exibição dos carros, diversos pilotos históricos ligados à McLaren participarão da homenagem. Da mesma forma, Norris e Piastri marcarão presença no evento.
Zak Brown destaca legado da equipe
Para Zak Brown, CEO da McLaren, o momento representa uma oportunidade única de olhar para o passado e ao mesmo tempo projetar o futuro.
“Alinhar no grid para disputar o 1000º GP da McLaren em Mônaco neste ano oferece uma oportunidade perfeita para reconhecer nossa rica história no automobilismo”, afirmou.
“Somos apenas a segunda equipe a alcançar essa incrível marca, então não existe momento melhor para refletirmos sobre nosso passado, nosso presente e nosso futuro”.
“Durante toda a nossa história, esta equipe sempre demonstrou garra e determinação, seja nos períodos de sucesso, seja nos momentos mais difíceis”.
“A McLaren nunca desiste, e por isso esta pintura e a celebração de quinta-feira representam uma forma especial de mostrar o quanto avançamos ao longo dos anos”.
Posteriormente, o dirigente também relembrou a forte ligação da equipe com Mônaco.
“Estamos ansiosos para vê-la na pista e reconhecer tudo o que conquistamos desde nossa primeira corrida aqui em Mônaco em 1966 até os dias atuais. Que venham mais 1000”.
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