McLaren testará novamente asa dianteira rejeitada em Mônaco

quinta-feira, 28 de maio de 2026 às 9:14

Asa dianteira da McLaren

A McLaren levou ao GP do Canadá a segunda fase de um grande pacote de atualizações para o MCL40. Dessa vez, a equipe introduziu uma nova asa dianteira, além de modificações na carenagem do motor, da suspensão traseira e também nas bordas do assoalho.

No entanto, finais de semana sprint normalmente aumentam os riscos para qualquer atualização técnica. Afinal, as equipes contam com apenas um treino livre antes das atividades competitivas.

Por isso, tanto Lando Norris quanto Oscar Piastri decidiram retornar para a especificação anterior da asa dianteira antes da classificação sprint em Montreal. Ainda assim, a McLaren não abandonou o novo conceito aerodinâmico.

“Precisamos apenas garantir que tudo funcione corretamente da próxima vez”, afirmou Norris após a corrida. “Não existe garantia de que vamos usar essa asa em Mônaco, mas faremos novos testes para entender melhor como fazê-la funcionar”.

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Pouco tempo de pista dificultou avaliação

Na prática, a equipe pretende avaliar novamente a asa dianteira no GP de Mônaco. Entretanto, a McLaren ainda pode optar por não utilizá-la durante o restante do fim de semana.

Primeiramente, houve pouco tempo para realizar comparações confiáveis na pista. Como consequência, o único treino livre aconteceu em um circuito muito “verde”, com baixos níveis de aderência e evolução constante das condições do asfalto.

Norris utilizou a nova asa durante toda a sessão. Piastri, por outro lado, iniciou o treino com a versão antiga antes de migrar para a nova configuração.

Segundo Norris, os pilotos não ganharam confiança suficiente no carro com a nova peça instalada. Esse detalhe pesou ainda mais em Montreal, já que o Circuito Gilles Villeneuve exige frenagens agressivas, mudanças rápidas de direção e uso intenso das zebras.

McLaren quer entender falha de correlação

Além da falta de confiança dos pilotos, outro fator chamou atenção da McLaren. A equipe percebeu que o comportamento da nova asa na pista não correspondeu totalmente aos dados obtidos no simulador.

Por isso, os engenheiros consideram fundamental entender a origem dessa diferença. Afinal, a asa dianteira influencia diretamente todo o mapa aerodinâmico do carro.

“Nós já sabíamos que essa asa dianteira apresentava algum nível de desvio do ponto de vista aerodinâmico”, explicou Andrea Stella, chefe da McLaren.

“Por isso, realizamos testes com a peça. Agora, queremos repetir essas avaliações e coletar ainda mais informações”.

Ao mesmo tempo, Stella destacou que o circuito canadense possui características bastante específicas. Segundo ele, a nova asa poderia trazer benefícios em Montreal, mas dificilmente mudaria completamente a performance do carro.

“Antes de adotarmos essa peça em um evento sprint, queríamos ter mais garantias de que entendíamos completamente o impacto das mudanças feitas no carro”, acrescentou.

Stella reforça estratégia da equipe

Stella relembrou que nem todas as atualizações levadas pela McLaren estreiam imediatamente em condições ideais de corrida.

De acordo com o dirigente, algumas peças chegam às pistas justamente para ampliar o entendimento da equipe sobre a correlação entre simulações e comportamento real do carro.

“Embora tenhamos tido bastante sucesso no passado, nem todas as atualizações que levamos para um evento foram introduzidas imediatamente para competir”, afirmou Stella.

“Em alguns casos, usamos essas peças de forma exploratória justamente para entender melhor a correlação com nossas ferramentas de desenvolvimento. Definitivamente, veremos essa asa novamente em Mônaco”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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