Hamilton amplia pressão contra motores de 2026

segunda-feira, 25 de maio de 2026 às 9:12

Fórmula 1 2026

Lewis Hamilton aumentou ainda mais a pressão contra os controversos motores de 2026 da Fórmula 1. O britânico reforçou a crescente revolta dentro do paddock enquanto o debate político sobre o futuro regulamento ganha força.

A discussão voltou ao centro das atenções em Montreal. Isso porque surgiram relatos de que algumas fabricantes, principalmente Ferrari e Audi, resistem às propostas de reduzir a atual dependência elétrica das unidades de potência.

Dessa forma, a categoria avalia uma divisão mais equilibrada entre combustão e eletrificação, chegando a uma proporção de 60-40 a partir de 2027.

Ao mesmo tempo, Max Verstappen aproveitou a nova polêmica para reforçar suas ameaças de abandonar a F1 caso mudanças relevantes não sejam feitas.

Apesar de terminar o GP do Canadá na segunda posição, Hamilton voltou a questionar fortemente a direção tomada pela categoria.

“Não parece o que o automobilismo deveria ser”, afirmou o heptacampeão. “O motor deveria estar no limite até o fim da reta, acelerando cada vez mais. Era assim na época dos V8 e dos V10”.

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Stroll e Sainz aumentam críticas aos motores

Enquanto isso, Lance Stroll foi ainda mais direto ao comentar o regulamento da F1. O canadense deixou clara sua insatisfação com a enorme presença elétrica nos motores.

“Se dependesse de mim, não existiria bateria alguma”, disparou o piloto da Aston Martin-Honda. “Os pilotos são quem pilotam, mas os fabricantes são quem definem as regras”.

Carlos Sainz adotou um discurso mais técnico, embora também tenha demonstrado preocupação. O piloto da Williams e diretor da GPDA afirmou que até mesmo a proposta de divisão 60-40 ainda parece insuficiente.

“A parte elétrica deveria ser um complemento, não algo do qual dependemos como acontece agora. Uma proporção 60:40 ainda não é suficiente para os pilotos. Porém, talvez seja o bastante para continuarmos correndo até que os verdadeiros motores retornem em 2030”.

McLaren e Red Bull defendem mudanças rápidas

Por outro lado, McLaren e Red Bull seguem defendendo alterações rápidas no regulamento. Dessa maneira, as duas equipes pressionam por uma solução que preserve o espetáculo nas pistas.

Andrea Stella afirmou que as equipes precisam pensar além das próprias vantagens competitivas. Segundo o chefe da McLaren, o interesse coletivo deve prevalecer.

“Esse é um interesse coletivo que precisa prevalecer sobre interesses privados. Se não tivermos um bom esporte e não preservarmos os valores da F1, todos perderão”.

Publicamente, a Mercedes insiste que está aberta a negociações. Ainda assim, após mais um fim de semana dominante no Canadá, muitos integrantes influentes do paddock acreditam que a fabricante alemã prefere manter as regras praticamente intactas.

Russell defende nova geração de carros

A defesa mais forte do novo regulamento veio justamente de George Russell. Mesmo abandonando a liderança do GP do Canadá, o britânico elogiou o comportamento dos carros atuais.

Segundo Russell, a intensa disputa contra Kimi Antonelli prova que os novos carros favorecem batalhas roda a roda. Além disso, o piloto destacou o nível de competitividade proporcionado pelo regulamento atual.

“Não tinha uma briga assim há anos”, afirmou. “Esses novos carros tornam isso possível. Esses motores tornam isso possível”.

Sem citar Verstappen diretamente, Russell também questionou por que alguns pilotos desejam mudanças tão rápidas.

“Não sei por que alguém gostaria de mudar as regras. Tivemos grandes disputas em Melbourne e na China. E neste fim de semana, Kimi e eu tivemos outra ótima batalha”.

Domenicali apoia retorno dos motores V8

Enquanto o debate cresce dentro do paddock, Stefano Domenicali confirmou que a Liberty Media apoia não apenas ajustes para 2027, mas também um possível retorno dos motores V8 aspirados entre 2030 e 2031.

“Sou 1000% favorável ao V8”, declarou Domenicali ao L’Equipe.

O CEO da Fórmula 1 classificou carros mais leves e motores mais simples como “a essência pura do automobilismo”.

Por fim, Emerson Fittipaldi também apoiou a ideia de trazer de volta motores mais barulhentos. Ainda assim, o bicampeão brasileiro pediu cautela diante das críticas excessivas.

“A F1 sempre será F1”, afirmou ao Gazzetta dello Sport.

Quando questionado sobre o principal elemento que sente falta das gerações antigas, Fittipaldi respondeu imediatamente: “Motores aspirados. Aquele som fantástico faz falta”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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