F1 pode reduzir distância de GPs em 2027
sábado, 23 de maio de 2026 às 10:00A Fórmula 1 poderá reduzir a distância de vários GPs em 2027 como parte das mudanças planejadas para o novo regulamento de motores.
Segundo informações do GPblog, a FIA, as equipes e a própria Fórmula 1 chegaram a um entendimento sobre a possibilidade de encurtar algumas corridas da temporada. A medida representa um primeiro passo para garantir apoio ao pacote de alterações nos motores.
Depois do GP de Miami, equipes e FIA concordaram em modificar a divisão de potência entre o motor de combustão interna e o sistema elétrico. O projeto original previa uma proporção de 50:50. Entretanto, os dirigentes agora trabalham com um modelo de 60:40.
Essa alteração exige um aumento na taxa de fluxo de combustível. Como consequência, a categoria teria duas alternativas para completar corridas acima de 300 quilômetros: utilizar tanques maiores ou reduzir o número de voltas em determinados circuitos.
Em pistas com alto consumo de combustível, a Fórmula 1 deve optar pela segunda solução. Dessa forma, equipes que desejam reutilizar os chassis de 2026 não precisarão modificar completamente seus projetos atuais.
Quero ser VIPAlan Permane confirma plano da FIA
Alan Permane, chefe da Racing Bulls, confirmou na sexta-feira que as equipes já discutiram essa possibilidade internamente.
“Posso começar por essa questão. Acho que é algo bastante simples. Do lado do chassis, nós já conversamos e chegamos a um acordo, certamente no nível dos chefes de equipe, de que, se alguém quiser manter o chassis e ele não for grande o suficiente para fazer uma corrida de 310 quilômetros, analisaremos corridas específicas”, afirmou Permane.
“E, claro, apenas quando for absolutamente necessário, reduziremos talvez uma ou duas voltas, limitaremos as voltas até o grid a apenas uma. Então, obviamente, vamos maximizar o comprimento potencial da corrida, mas isso já está definido e pronto para acontecer”, acrescentou.
McLaren apoia mudança nos motores
Andrea Stella, chefe da McLaren, também afirmou que as equipes conseguem manter os chassis de 2026 enquanto trabalham nas alterações previstas para os motores.
“Do ponto de vista do chassis, isso é absolutamente possível”, disse Stella.
“Existem facilitadores que fazem parte dessa proposta e tornam essa proposta viável. A proposta do 60:40 é positiva para o esporte. Acho que existe um interesse geral que prevalece sobre interesses particulares, e essa é uma oportunidade importante para a comunidade da Fórmula 1 garantir que o esporte permaneça em uma posição forte”, declarou.
“Então esperamos que esse processo seja bem-sucedido”, completou.
Ferrari e Audi seguem resistentes
Ao mencionar “interesses particulares”, Stella se referia principalmente à Ferrari e à Audi. As duas fabricantes seguem resistentes às mudanças nos motores.
A principal preocupação envolve os altos custos do projeto e o sistema ADUO. Por isso, Ferrari e Audi defendem que as alterações nos motores aconteçam apenas em 2028.
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