Marko: Regulamento de 2026 matou essência da classificação
segunda-feira, 18 de maio de 2026 às 8:55
Helmut Marko
Helmut Marko, ex-consultor da Red Bull, voltou a atacar o regulamento de 2026 da Fórmula 1. Dessa vez, o austríaco afirmou que a categoria perdeu parte da essência nas sessões de classificação por causa da nova geração híbrida.
Embora a FIA já tenha implementado mudanças emergenciais após poucas etapas, Marko entende que os problemas continuam evidentes. Além disso, ele destacou que a forma de pilotar mudou radicalmente com as atuais regras técnicas.
“Era claro que muita coisa mudaria com a transição para esse regulamento de motor”, declarou Marko ao motorsport-magazin. “No entanto, sinceramente, eu não esperava um impacto tão significativo na classificação. A classificação perdeu seu apelo”.
Quero ser VIPMarko critica foco excessivo no gerenciamento de energia
Segundo Marko, os pilotos deixaram de atacar no limite em troca da preservação de energia. Por isso, na visão do austríaco, a F1 se afastou das características históricas da categoria.
“No passado, era importante frear o mais tarde possível e acelerar cedo na saída das curvas, sempre explorando os limites do carro”, explicou. “Agora, o principal é controlar o consumo de energia. A Fórmula E existe para isso”.
Ainda assim, ele admitiu que as corridas permanecem interessantes em alguns momentos, apesar de acreditar que isso acontece por detalhes específicos do atual regulamento.
“As corridas estão funcionando porque a Ferrari possui vantagem nas largadas”, afirmou. “Por outro lado, as ultrapassagens não são como estávamos acostumados”.
FIA iniciou ajustes após pressão dos pilotos
Apesar das críticas, Marko elogiou a disposição da FIA em começar a revisar alguns dos pontos mais extremos das regras de 2026.
De acordo com ele, reduzir gradualmente a participação elétrica e devolver mais protagonismo ao motor a combustão pode ajudar a recuperar o DNA tradicional da F1.
“Se reduzirmos gradualmente a parcela de potência elétrica e aumentarmos o motor de combustão interna, poderemos voltar a um cenário mais normal”, avaliou.
Marko afirmou que a filosofia original do regulamento perdeu força nos últimos meses.
“Essas regras foram criadas inicialmente para atrair Porsche e Audi para o campeonato”, lembrou. “Depois disso, a Cadillac também decidiu desenvolver sua própria unidade de potência para a F1”.
“No entanto, agora o motor a combustão está voltando, algo que se justifica pela transição para combustíveis neutros em carbono”.
A F1 já realizou suas primeiras alterações antes do GP de Miami. Na ocasião, vários pilotos reclamaram do excesso de recuperação de energia, do lift-and-coast e também das diferenças perigosas de velocidade nas retas.
“As primeiras mudanças foram feitas antes do GP de Miami, o que trouxe algumas melhorias, ainda que pequenas”, disse Marko. “O trabalho continuará nessa direção, embora seja uma tarefa difícil e cheia de compromissos”.
Marko admite usar carro elétrico no dia a dia
Mesmo criticando a atual direção elétrica da F1, Marko garantiu que não é contra veículos elétricos. Inclusive, o austríaco revelou utilizar um Mini E no cotidiano.
“Eu mesmo dirijo um Mini E”, contou.
Por outro lado, ele admitiu que ainda vê limitações importantes nesse tipo de carro, principalmente fora dos grandes centros urbanos.
“Tenho de admitir que a autonomia cai bastante no inverno. Nas cidades, um carro elétrico possui várias vantagens, principalmente pela quantidade de estações de carregamento”.
“Eu tento acompanhar os tempos modernos”, concluiu Marko. “Mas eu não dirigiria um desses carros no interior”.
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