Bearman relembra choque brutal ao estrear na Ferrari
domingo, 17 de maio de 2026 às 9:45Para muitos jovens pilotos, receber uma oportunidade na Ferrari representa a realização de um sonho. Entretanto, para Oliver Bearman, a estreia inesperada pela equipe italiana virou rapidamente um choque brutal sobre a realidade extrema da Fórmula 1.
Bearman tinha apenas 18 anos quando recebeu a notícia que mudaria completamente sua carreira antes do GP da Arábia Saudita de 2024.
Na ocasião, Carlos Sainz precisou ficar fora da etapa após sofrer uma apendicite. Dessa forma, a Ferrari decidiu promover seu jovem piloto reserva para assumir o SF-24 praticamente sem preparação.
O britânico participou de apenas um treino livre antes de encarar uma corrida completa pela equipe italiana em um dos circuitos mais exigentes do calendário.
Mesmo assim, Bearman surpreendeu o paddock ao terminar a corrida em sétimo lugar sob as luzes de Jeddah. Além disso, aquela atuação abriu caminho para sua chegada em tempo integral à Haas na temporada 2025.
Quero ser VIPBearman admite impacto físico extremo na Ferrari
Apesar do enorme destaque conquistado naquele fim de semana, Bearman revelou que a experiência dentro do carro foi muito mais brutal do que imaginava.
Em vídeo divulgado pela Fórmula 1, o piloto relembrou o enorme choque físico ao sair de um carro de Fórmula 2 diretamente para a Ferrari.
“Minha primeira volta no TL3 foi cerca de 12 segundos mais rápida do que minha pole na Fórmula 2 no dia anterior”, afirmou Bearman.
O salto gigantesco de desempenho também trouxe uma exigência física completamente diferente.
“Na minha primeira saída da garagem, meu pescoço já estava destruído. Então, sinceramente, eu não estava muito ansioso para aquela corrida. E doeu”, declarou.
As declarações do britânico mostram o nível extremo de esforço exigido pelos atuais carros da Fórmula 1. Afinal, as forças de frenagem, velocidade e carga aerodinâmica são muito superiores às encontradas nas categorias de base.
Esteban Ocon reforça diferença brutal da Fórmula 1
O atual companheiro de equipe de Bearman na Haas, Esteban Ocon, também comentou as dificuldades físicas enfrentadas pelos novatos ao chegar na Fórmula 1.
Segundo o francês, nenhum treinamento consegue reproduzir totalmente a exigência real de um fim de semana de corrida.
Bearman concordou imediatamente com a observação do companheiro.
“Exatamente”, respondeu.
“Porque a Fórmula 2 era fácil fisicamente para mim. O pescoço nem chegava a ser um fator”, explicou.
Entretanto, a realidade mudou completamente ao assumir o Ferrari.
“Então fiz uma corrida de Fórmula 1 e meu pescoço virou tudo. Foi um salto maluco. Mas foi um dia incrível, uma noite incrível”, acrescentou.
Britânico relembra momento especial com o pai
Apesar da enorme dor física e da pressão absurda do fim de semana, Bearman também guarda lembranças emocionais da estreia pela Ferrari.
Enquanto o britânico enfrentava a exigente pista de Jeddah, seu pai acompanhava toda a corrida diretamente da garagem da Ferrari.
Segundo Bearman, o momento compartilhado tornou aquela experiência ainda mais especial.
“Eu não tinha tempo para ficar nervoso. Estava apenas tentando sobreviver por causa do meu pescoço”, afirmou.
“Mas para ele dividir aquele momento comigo, parado no fundo da garagem, foi algo muito especial”, acrescentou.
O piloto acredita que aquele fim de semana acabou marcando uma virada definitiva em sua trajetória rumo à Fórmula 1.
Além disso, Bearman entende que a estreia também mostrou de maneira clara a enorme diferença existente entre a Fórmula 2 e a principal categoria do automobilismo mundial.
Para o britânico, aquela noite inesquecível em Jeddah apresentou simultaneamente o sonho e a brutalidade da Fórmula 1.
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