Ferrari inicia nova guerra técnica na Fórmula 1

sexta-feira, 15 de maio de 2026 às 15:50

Ferrari

A disputa técnica da Fórmula 1 em 2026 já entrou em uma nova fase. Poucas corridas após a introdução do regulamento, as equipes começaram uma intensa corrida por soluções aerodinâmicas, com Ferrari, McLaren, Red Bull e Mercedes protagonizando os movimentos mais agressivos do grid.

O paddock vive atualmente uma rápida convergência de conceitos. Afinal, várias equipes já começaram a copiar soluções apresentadas inicialmente pela Ferrari, enquanto a McLaren prepara sua própria interpretação da famosa asa traseira apelidada de “Macarena”.

Zak Brown admitiu que a equipe de Woking acompanha atentamente os conceitos desenvolvidos pelos rivais.

“Nós analisamos, sim. Como você pode imaginar, todas as equipes observam o que as outras fazem”, afirmou.

Na sequência, o dirigente reconheceu o potencial técnico da solução.

“É algo inteligente e acreditamos que pode ser benéfico. Então, não é surpresa ver outra equipe utilizando isso”, acrescentou.

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Ferrari surpreende rivais com solução no escapamento

A chamada asa traseira “Macarena” ganhou notoriedade inicialmente na Ferrari. Depois disso, a Red Bull apresentou uma versão ainda mais agressiva durante o fim de semana do GP de Miami.

Entretanto, outra frente técnica passou a chamar ainda mais atenção no paddock. Segundo a publicação Auto Motor und Sport, a Ferrari surpreendeu as equipes durante os testes do Bahrain ao introduzir um elemento aerodinâmico posicionado atrás do escapamento.

A solução aproveita os gases quentes para gerar carga aerodinâmica extra na traseira do carro.

“A concorrência entrou em alvoroço”, relatou a revista alemã.

“As equipes acreditavam que reutilizar gases do escapamento para gerar carga aerodinâmica não era mais permitido”, acrescentou a publicação.

De acordo com o relatório, os engenheiros da Ferrari encontraram uma brecha dentro das chamadas “caixas de legalidade” da FIA. O conceito teria sido desenvolvido por meio de um arranjo específico da suspensão traseira e do posicionamento do eixo de transmissão.

“Como os gases do escapamento da Ferrari são particularmente quentes, o truque funciona especialmente bem”, explicou a revista.

Ainda segundo a publicação, o ganho estimado seria de “vários décimos de segundo por volta”.

Equipes já começaram a copiar conceito da Ferrari

A inovação da Ferrari rapidamente provocou uma onda de cópias no grid. Segundo a Auto Motor und Sport, sete equipes já utilizavam versões adaptadas do conceito durante o GP de Miami.

A Williams adotou um elemento estreito e alto diretamente no fluxo do escapamento. Já a Alpine desenvolveu uma pequena asa mais larga e achatada.

Enquanto isso, McLaren e Red Bull cobriram a parte inferior do escapamento com um defletor. A Mercedes, por outro lado, instalou uma asa dupla na região.

A publicação também revelou que apenas a Haas conseguiu reproduzir algo muito próximo do conceito original da Ferrari. Isso acontece porque a equipe americana compartilha a arquitetura da suspensão traseira com a escuderia italiana.

Mesmo assim, a Ferrari já trabalha em uma evolução do sistema.

“A Ferrari, porém, não está acomodada”, destacou a revista.

“Em Miami, os italianos já mostraram uma versão modificada da asa do escapamento”, completou.

Mercedes prepara resposta para GP do Canadá

Líder do campeonato, a Mercedes decidiu adotar uma estratégia mais conservadora no início da temporada. Entretanto, isso deve mudar nas próximas etapas.

Segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, a equipe segurou atualizações importantes porque o W17 já nasceu como referência do grid em 2026.

Porém, após os grandes pacotes apresentados por Ferrari, McLaren e Red Bull em Miami, a Mercedes prepara uma resposta agressiva para o GP do Canadá.

“Já se fala em uma Mercedes 2.0”, afirmou a publicação italiana.

O novo pacote deve incluir mudanças aerodinâmicas, mecânicas e também no sistema de largada.

Além disso, a Mercedes trabalha em uma nova embreagem integrada ao volante. O objetivo é ajudar Kimi Antonelli após as dificuldades enfrentadas nas largadas, mesmo com três vitórias nas quatro primeiras corridas da temporada.

“O novo equipamento deve estrear no Canadá, eliminando as incertezas restantes que Kimi encontrou em Miami, apesar do intenso treinamento de largadas no simulador”, concluiu a publicação.

EB - www.autoracing.com.br

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