Ben Sulayem: “Não estamos aqui para ter fãs”

sexta-feira, 15 de maio de 2026 às 9:03

Mohammed Ben Sulayem

Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, afirmou que não se preocupa com popularidade em meio às críticas constantes direcionadas à sua gestão após a reeleição para um segundo mandato.

Nos últimos anos, o dirigente passou a enfrentar forte pressão dentro do paddock. Além disso, sua administração acumulou polêmicas envolvendo disputas internas de governo, tensões políticas e conflitos recorrentes com figuras importantes da Fórmula 1.

Ainda assim, Ben Sulayem garantiu em entrevista à Forbes que a missão da FIA não é conquistar apoio popular.

“As pessoas não entendem a FIA”, afirmou. “A FIA é uma federação. Temos 245 membros em 149 países. Portanto, a FIA não é apenas a F1”.

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Ben Sulayem reforça dimensão global da FIA

Em seguida, o presidente destacou que a F1 representa apenas uma pequena parte da estrutura administrada pela entidade. Segundo ele, a FIA controla diversas categorias importantes do automobilismo mundial.

“A F1 é um campeonato mundial sob a FIA”, explicou. “Temos kart, rally, cross-country, GT, Fórmula E e muitos outros campeonatos”.

Ben Sulayem argumentou que a principal responsabilidade da FIA é agir com imparcialidade, mesmo quando isso provoca reações negativas entre torcedores, pilotos e equipes.

“Qual é nossa missão? Ser justos com todos e fazer o melhor pelo esporte”, declarou. “Por isso, eu nunca vou conquistar fãs”.

Presidente da FIA defende punições aplicadas na F1

Posteriormente, Ben Sulayem comentou as críticas frequentes direcionadas às decisões dos comissários durante os finais de semana de corrida. De acordo com ele, as punições seguem apenas o regulamento esportivo da categoria.

“Quando nossos árbitros, que são os comissários, aplicam uma punição de cinco segundos por um erro de um piloto, essa é a penalização”, explicou. “Então, naturalmente as pessoas ficam irritadas”.

Mesmo assim, o dirigente deixou claro que a FIA não precisa de aprovação popular para cumprir seu papel.

“Não estamos aqui para ter fãs. Estamos aqui para ser justos com todos”, afirmou. “Precisamos ser respeitados, justos e transparentes”.

“Sem FIA, não existe Fórmula 1”

Ao mesmo tempo, Ben Sulayem também defendeu a autoridade central da FIA em meio às disputas de poder envolvendo a entidade, a Liberty Media e as equipes. Segundo o presidente, a FIA continua sendo indispensável para a existência da categoria.

“Se a F1 acabar, se a FIA acabar, a F1 acaba junto”, afirmou. “É muito simples. Sem FIA, não existe F1”.

Ele destacou que promotores, pilotos, dirigentes e equipes mudam constantemente ao longo dos anos. Entretanto, a FIA permanece como base permanente do campeonato.

“Os promotores podem mudar”, disse. “As equipes vêm e vão, assim como os pilotos. Presidentes vêm e vão, mas a FIA sempre permanecerá. Se me removerem, ainda existirá F1. Porém, se removerem a FIA, não haverá F1. É simples assim”.

 

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