FIA explica solução emergencial da F1 para 2027

quarta-feira, 13 de maio de 2026 às 9:18

Nikolas Tombazis

A FIA já começou a trabalhar em ajustes importantes para o regulamento da Fórmula 1 de 2027. Dessa forma, a federação tenta evitar o chamado efeito “ioiô”, que surgiu durante as discussões sobre as novas regras de 2026.

Diante das críticas cada vez mais intensas ao regulamento de motores, a FIA precisou aprovar mudanças emergenciais durante o fim de semana de Miami. Por isso, a entidade decidiu agir rapidamente para evitar problemas ainda maiores no futuro.

Segundo Nikolas Tombazis, diretor técnico da FIA, a federação pretende aumentar a potência do motor a combustão e reduzir a dependência da energia elétrica nas retas a partir de 2027.

Em entrevista à revista Auto Motor und Sport, Tombazis explicou que a FIA identificou uma possível falha no conceito original do regulamento.

“Percebemos que a distribuição inicial de energia poderia causar um esgotamento muito precoce da bateria em determinadas situações”, afirmou. “Ao dar um pouco mais de margem ao motor de combustão interna a partir de 2027, criamos uma plataforma mais estável para o gerenciamento de energia”.

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FIA tenta evitar corridas excessivamente defensivas

Nos últimos meses, a FIA passou a enfrentar pressão crescente dos pilotos. Afinal, vários competidores reclamaram do comportamento dos carros da nova geração.

Entre os principais pontos criticados estão o excesso de “lift and coast”, as estratégias defensivas de economia de energia e principalmente a dinâmica considerada artificial nas retas.

Além disso, muitos pilotos demonstraram preocupação com a possibilidade de perderem capacidade de ataque durante as disputas roda a roda. Consequentemente, a FIA começou a revisar alguns aspectos do regulamento.

Ainda assim, Tombazis garantiu que a categoria não abandonará a filosofia híbrida. Entretanto, o conceito de divisão 50-50 entre potência elétrica e combustão deve deixar de existir.

“Nosso objetivo não é enfraquecer o conceito híbrido”, explicou. “Porém, precisamos garantir que os pilotos possam continuar atacando nas retas sem que o sistema opere apenas de forma defensiva”.

“Queremos evitar uma situação em que os pilotos precisem aliviar o acelerador no meio da reta apenas visando economizar energia para a volta seguinte”.

Mudanças devem chegar apenas em 2027

Pelo plano discutido pela FIA, os motores a combustão ganharão cerca de 50 kW extras de potência. Em contrapartida, o sistema elétrico perderá aproximadamente a mesma quantidade de entrega energética.

Mesmo assim, a federação decidiu não antecipar as mudanças para 2026. Isso porque as fabricantes já estão em estágio avançado de desenvolvimento.

“Os projetos de 2026 estão praticamente congelados”, explicou Tombazis.

Por conta disso, a FIA considera que implementar as alterações apenas em 2027 dará tempo suficiente para que as fabricantes adaptem seus conceitos sem acelerar excessivamente o cronograma.

Além disso, Tombazis fez questão de minimizar o impacto das futuras alterações no regulamento.

“Trata-se de um refinamento evolutivo, não de uma revolução radical”, concluiu o dirigente da FIA.

 

LS - www.autoracing.com.br

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