McLaren pede adiamento de mudanças nos motores da F1

segunda-feira, 11 de maio de 2026 às 9:08

Andrea Stella

Andrea Stella, chefe da McLaren, pediu que a Fórmula 1 considere adiar algumas mudanças dos motores para 2028.

Segundo o dirigente italiano, a categoria ainda pode extrair mais performance do novo regulamento. No entanto, ele acredita que os fabricantes precisariam de mais tempo para desenvolver alterações tão profundas.

Na semana passada, a FIA confirmou ajustes importantes para os motores de 2027. A federação decidiu se afastar da divisão de 50% de potência entre o motor a combustão e o sistema elétrico de 350 kW.

Em 2025, a F1 teve a última temporada da geração antiga de unidades de potência, que ainda operavam com uma divisão próxima de 80% para o motor a combustão e 20% para a parte elétrica.

A FIA criou o novo conceito híbrido para atrair mais fabricantes. Como resultado, a Audi fez sua estreia na categoria e a Honda retornou oficialmente à F1. Além disso, a Ford tornou-se parceira técnica da Red Bull Powertrains.

A General Motors também trabalha em sua própria UP para a Cadillac em 2029. Até lá, a equipe seguirá utilizando motores Ferrari.

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Stella quer mais recuperação de energia

Com as regras atuais, os carros sofrem perda de desempenho quando os 350 kW de energia elétrica acabam. Nesse cenário, os pilotos passam a depender apenas do motor a combustão. Consequentemente, o chamado “super-clipping” se torna um problema importante durante as corridas.

Antes do GP de Miami, a FIA promoveu mudanças para minimizar esse efeito. Agora, os carros podem usar o super-clipping para recarregar as baterias até a capacidade máxima de 350 kW. Anteriormente, existia um limite de apenas 250 kW.

Mesmo depois dessas alterações, Stella acredita que a F1 pode ir além. “Pessoalmente, acredito que os ajustes de hardware nas UPs para melhorar a F1 são necessários”, afirmou ele à imprensa.

Segundo o chefe da McLaren, a categoria deveria aumentar tanto o fluxo de combustível quanto a capacidade de recuperação de energia. “Você passa muito mais tempo utilizando energia elétrica do que recuperando energia”, explicou.

Além disso, Stella sugeriu elevar o nível de recuperação energética dos atuais 350 kW para algo entre 400 kW e 450 kW. Dessa forma, os carros poderiam compensar melhor o uso constante do sistema híbrido.

McLaren considera 2027 inviável

Apesar disso, Stella considera impossível implementar mudanças tão grandes já para 2027. Na visão do dirigente, os fabricantes não possuem tempo suficiente para alterar toda a arquitetura das unidades de potência.

“Se penso nessas exigências do ponto de vista de hardware e observo a situação dos fabricantes de motores, é difícil fazer isso para 2027”, declarou.

O italiano destacou que baterias maiores seriam necessárias caso a FIA realmente aumente os níveis de recuperação de energia. Por esse motivo, Stella pediu rapidez nas discussões entre FIA, F1 e fabricantes. Segundo ele, a decisão precisa acontecer antes da pausa de verão europeu.

“Eu insistiria para que essa conversa fosse concluída antes da pausa de verão a tempo de implementar isso em 2028”, afirmou.

Por fim, o chefe da McLaren acredita que a categoria ainda não atingiu o potencial máximo do novo regulamento.

“Fizemos um bom trabalho como comunidade da F1 para melhorar constantemente a utilização dos motores com o que temos disponível. Ainda assim, acredito que podemos extrair mais dessas regras, mas isso exigirá alguns ajustes de hardware”, concluiu.

 

LS - www.autoracing.com.br

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