Chefes da F1 rebatem críticas às regras de 2026

domingo, 10 de maio de 2026 às 15:30

Mattia Binotto

Chefes importantes da Formula 1 rebateram as críticas de que as mudanças recentes promovidas pela FIA nos regulamentos técnicos de 2026 seriam apenas uma tentativa superficial de resolver os problemas da categoria.

Durante a pausa de abril, FIA, Formula 1, equipes e pilotos participaram de diversas reuniões para discutir soluções para as principais fragilidades percebidas nas três primeiras etapas da temporada.

Como resultado, algumas mudanças foram implementadas antes do GP de Miami.

Entre elas, a principal alteração foi a liberação do super clipping até a capacidade total de 350 kW das baterias. Antes disso, o limite estava fixado em 250 kW.

Além disso, a quantidade de energia disponível para utilização caiu de 8 MJ para 7 MJ.

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Mudanças agradaram parte dos pilotos

Segundo os pilotos, os ajustes produziram efeitos positivos em Miami, principalmente porque o circuito possui muitas zonas de frenagem e favorece a recarga constante das baterias.

Mesmo assim, seguem existindo críticas sobre problemas estruturais do regulamento.

O principal ponto questionado continua sendo a divisão praticamente igual entre potência do motor a combustão e energia elétrica.

Inclusive, esse equilíbrio já será alterado novamente a partir de 2027.

Apesar disso, Mattia Binotto e Fred Vasseur rejeitaram fortemente a ideia de que a FIA estaria apenas “rearrumando as cadeiras do Titanic”, expressão usada para sugerir mudanças sem impacto real.

Binotto defende atual geração da F1

O dirigente da Audi lembrou que outras gerações da Formula 1 também exigiam gerenciamento intenso durante as corridas.

“Não andar o tempo inteiro no limite não é uma novidade. No passado, quando precisávamos economizar muito combustível, os pilotos também não andavam no máximo o tempo todo”, afirmou Binotto.

Além disso, o italiano destacou que muitos pilotos seguem satisfeitos com os carros atuais.

“Só posso dizer aquilo que nossos pilotos falam. Eles estão muito positivos em relação ao regulamento.”

“Eles estão gostando dos carros e não acredito que todos os pilotos estejam insatisfeitos”, acrescentou.

Binotto reconheceu que os regulamentos atuais exigem adaptação dos competidores.

Mesmo assim, ele acredita que a essência da Formula 1 permanece intacta.

“Os regulamentos são diferentes dos anteriores? Sim. Os pilotos precisam se adaptar? Sim. Um estilo de pilotagem diferente é necessário? Sim.”

“Mas isso ainda é Formula 1. Continua sendo um desafio. Continua sendo corrida, disputa na pista, luta pela pole e pela vitória”, declarou.

Vasseur aponta diferenças entre pilotos

Fred Vasseur também saiu em defesa das regras atuais e afirmou que alguns pilotos simplesmente reclamam mais do que outros.

“Acho que concordo com o Mattia. Sempre vemos a mesma situação.”

“Existem pilotos mais vocais do que outros”, afirmou o chefe da Ferrari.

Além disso, o francês lembrou que críticas semelhantes aconteceram na introdução do regulamento anterior em 2022.

“Tivemos alguns pilotos extremamente críticos em 2022, enquanto outros reclamaram muito menos. Isso acontece em toda mudança grande de regulamento”, comentou.

Por fim, Vasseur acredita que a postura dos pilotos também depende diretamente do momento competitivo vivido por cada um deles.

“Isso faz parte do DNA dos pilotos. Eles querem lutar e querem estar na frente.”

“Com certeza Russell ou Antonelli reclamam menos do que alguns pilotos que estão mais atrás no grid”, concluiu.

EB - www.autoracing.com.br

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