FIA altera regra de motores após mudanças no calendário

sexta-feira, 8 de maio de 2026 às 8:55

FIA

A FIA confirmou mudanças importantes no regulamento do ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities) após uma alteração significativa no calendário de 2026 da Fórmula 1.

No começo da temporada, a federação introduziu o sistema justamente para oferecer suporte extra às fabricantes de motores que ficassem abaixo da referência de performance do grid.

A medida chegou em um momento decisivo, já que a categoria iniciou um novo ciclo regulatório com unidades de potência completamente inéditas.

Inicialmente, a FIA havia programado três pontos de revisão ao longo do campeonato. Dessa maneira, as avaliações aconteceriam após as etapas 6, 12 e 18 da temporada.

No entanto, o cancelamento dos GPs do Bahrain e da Arábia Saudita alterou os planos. Com isso, o calendário caiu provisoriamente para 22 corridas e o cronograma do ADUO precisou passar por ajustes.

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FIA redefine revisões do ADUO

Agora, a primeira revisão acontecerá depois da quinta etapa do campeonato, o GP do Canadá. A segunda análise ocorrerá após a 11ª corrida da temporada, atualmente marcada como o GP da Hungria.

A terceira e última revisão permanece prevista para depois do GP da Cidade do México, que segue como a 18ª etapa do calendário.

Além das alterações nas datas de revisão, a FIA também decidiu ampliar o pacote de suporte técnico para fabricantes em dificuldade.

Fabricantes receberão mais horas extras

Segundo o regulamento atualizado, qualquer fabricante que estiver mais de 10% abaixo da referência de desempenho receberá 230 horas adicionais de desenvolvimento.

Desde as primeiras corridas do ano, ficou claro que a Honda retornou à F1 longe do nível competitivo ideal. Portanto, a montadora japonesa aparece como uma das principais candidatas a se beneficiar do sistema ADUO nesta temporada.

Ao mesmo tempo, as fabricantes apoiam a iniciativa criada pela FIA. Ainda assim, Toto Wolff fez um alerta importante sobre o uso do mecanismo.

De acordo com o chefe da Mercedes, o sistema deve servir apenas para ajudar concorrentes a reduzir a desvantagem técnica. Caso contrário, segundo Wolff, o ADUO poderia acabar interferindo artificialmente na ordem competitiva da F1.

 

LS - www.autoracing.com.br

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