FIA rejeita redução de potência dos motores de 2026

terça-feira, 28 de abril de 2026 às 9:17

Motor Fórmula 1 2026

A FIA confirmou que rejeitou uma proposta para reduzir a potência dos motores da Fórmula 1 de 2026 antes do GP de Miami. Ainda assim, o assunto continua em pauta e gera discussões intensas no paddock.

As novas unidades seguem dividindo opiniões. Enquanto alguns fãs criticam o impacto no espetáculo, vários pilotos relatam dificuldades na pilotagem. Assim, a pressão por ajustes cresce justamente neste momento inicial do regulamento.

Além disso, uma série de mudanças técnicas será introduzida em Miami. Nesse sentido, o foco recai principalmente sobre o controle de energia e o chamado “superclipping”. Como resultado, engenheiros e pilotos lidam com um cenário ainda incerto.

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Mudanças ampliam uso de potência total

Entre as novidades, destaca-se o aumento do limite de superclipping de 250 kW para 350 kW. Com isso, os pilotos poderão permanecer mais tempo com o acelerador totalmente aberto. Dessa forma, a necessidade de recarregar a bateria diminui.

Por outro lado, o equilíbrio ainda preocupa. Afinal, a divisão de 50:50 entre energia elétrica e combustão trouxe desafios além do esperado. Consequentemente, o gerenciamento de energia se tornou mais complexo.

Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, reconheceu esse cenário. Segundo ele, a proporção energética impacta diretamente a pilotagem.

“Antes de mais nada, quando existe uma proporção entre energia elétrica e combustão, a gestão se torna mais desafiadora”, afirmou.

Regulamento exige compromissos técnicos

Ainda assim, a FIA acredita que esses desafios fazem parte dos compromissos do regulamento. No entanto, a federação revelou que discutiu anteriormente um corte de potência.

Porém, todas as partes rejeitaram a proposta na ocasião. Portanto, a decisão foi manter o conceito original e avaliar sua performance nas pistas.

Tombazis inclusive detalhou os motivos. Segundo ele, os carros evoluíram mais do que o previsto. Como consequência, ganharam mais carga aerodinâmica. Por isso, recuperam menos energia nas frenagens.

“Sabíamos disso desde o início. Entretanto, os carros ficaram mais rápidos e com mais downforce do que esperávamos”, explicou.

Além disso, ele confirmou que a FIA sugeriu a redução de potência há cerca de um ano. Ainda assim, a ideia não avançou.

Debate permanece aberto na FIA

Mesmo com a rejeição inicial, o tema segue aberto. Ou seja, novas discussões podem surgir ao longo da temporada. Enquanto isso, a FIA acompanha atentamente o comportamento das UPs.

Segundo Tombazis, qualquer mudança precisa de cautela. Por esse motivo, ajustes não podem ser feitos por questões de segurança nem implementados de forma imediata.

“Não acredito que seja a última vez que discutimos isso. Vamos continuar monitorando”, destacou.

Dessa maneira, a federação optou por observar os efeitos das mudanças em Miami. Posteriormente, poderá revisar o cenário com mais dados.

Por fim, FIA e F1 esperam que as modificações tragam equilíbrio. Ainda assim, o fato de um corte de potência ter sido considerado reforça a preocupação com o futuro do regulamento.

 

LS - www.autoracing.com.br

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