FIA avisa equipes sobre punições em largadas
terça-feira, 28 de abril de 2026 às 9:14
Largada do GP da China
A FIA indicou que pode punir pilotos e equipes caso tentem explorar brechas nas recentes mudanças nas regras de largada da Fórmula 1. Dessa forma, a federação já se antecipa a possíveis controvérsias.
Ajustes nas largadas ganham prioridade
Com a introdução do novo regulamento das unidades de potência, que dividem igualmente a energia entre combustão e eletricidade, surgiram preocupações relevantes.
Em especial, alguns pilotos enfrentaram falta de potência no momento da largada. Como consequência, várias saídas foram mais lentas do que o esperado.
Por exemplo, Liam Lawson viveu uma situação crítica no GP da Austrália. Na ocasião, ele quase foi atingido por Franco Colapinto, que reagiu rapidamente para evitar um acidente grave. Assim, o episódio reforçou a necessidade de intervenção imediata.
Diante desse cenário, a FIA desenvolveu um sistema específico para detectar largadas com baixa aceleração.
Em termos práticos, o mecanismo identifica carros com performance abaixo do normal logo após a liberação da embreagem. Caso isso aconteça, então o sistema ativa automaticamente o MGU-K, garantindo um nível mínimo de potência.
Além disso, também haverá um alerta visual. Nesse sentido, luzes piscantes na traseira e nas laterais do carro indicarão problemas, permitindo que os pilotos atrás reajam com mais segurança.

Sistema será testado antes da implementação
Enquanto algumas mudanças já entram em vigor no GP de Miami deste fim de semana, o novo sistema de largadas passará apenas por testes. Posteriormente, a FIA analisará os dados coletados. Assim, uma decisão final deve ocorrer antes do GP do Canadá.
FIA não tolerará manipulação
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, reforçou que o objetivo do sistema não é gerar vantagem competitiva. Pelo contrário, a intenção é limitar danos.
Ou seja, o mecanismo transforma uma largada desastrosa em uma apenas ruim. Portanto, não há ganho significativo de performance.
Inicialmente, discutiu-se a aplicação de um drive-through para quem acionasse o sistema. No entanto, as equipes argumentaram que isso seria desnecessário. Afinal, o piloto já estaria em desvantagem. Dessa maneira, a proposta foi descartada.
Ainda assim, Tombazis deixou um alerta importante. Caso a FIA identifique qualquer tentativa de exploração, então medidas serão tomadas imediatamente.
Casos analisados reforçam critério
Segundo Tombazis, o sistema teria sido ativado em duas ou três situações nesta temporada. Por outro lado, nem todos os casos se enquadram no critério.
Por exemplo, a largada ruim de Max Verstappen na China não atingiu o limite necessário. Em contrapartida, o incidente envolvendo Lawson na Austrália certamente acionaria o sistema.
Assim, a FIA deixa claro que o foco permanece na segurança e na consistência das largadas, ao mesmo tempo em que mantém vigilância sobre possíveis abusos.
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