Montoya vê mudança ajudando a Mercedes e afetando a Ferrari
domingo, 26 de abril de 2026 às 10:05Juan Pablo Montoya avaliou as mudanças no regulamento da Fórmula 1 que entram em vigor no GP de Miami. Segundo ele, as alterações devem favorecer as equipes com unidade de potência Mercedes. Ao mesmo tempo, a Ferrari pode perder uma de suas principais vantagens.
A FIA, a FOM, as equipes e os pilotos chegaram a um acordo sobre os ajustes. Dessa forma, a categoria busca melhorar a segurança e, além disso, reduzir ultrapassagens artificiais. Outro objetivo importante envolve permitir voltas de classificação totalmente no limite.
Mudanças focam segurança e largadas
Entre os pontos principais, a categoria revisou o comportamento dos carros na largada. Isso aconteceu após incidentes perigosos no início da temporada.
No GP da Austrália, por exemplo, Franco Colapinto evitou um acidente grave. Na ocasião, Liam Lawson largou muito lentamente, o que criou uma situação de alto risco no grid.
A partir de Miami, a categoria aplicará um novo sistema. Quando um carro tiver dificuldade na largada, ele receberá um impulso adicional.
Nesse caso, a energia elétrica do MGU-K será liberada mais cedo. Assim, o carro ganhará velocidade de forma mais rápida. Como resultado, a medida deve reduzir significativamente o risco de acidentes na primeira volta.

Mercedes pode ganhar vantagem
Montoya acredita que a mudança altera o equilíbrio entre as fabricantes. Segundo ele, as equipes com motor Mercedes devem se beneficiar diretamente do novo sistema.
“Eu, pessoalmente, acho que as mudanças nas largadas, e a forma como vão ajustar a energia nelas, vão ajudar a Mercedes”, afirmou.
Além disso, ele explicou o impacto técnico. “Isso remove uma desvantagem que eles tinham — e não apenas a Mercedes como equipe, mas todos os carros com motor Mercedes. Portanto, não é a equipe em si, mas a unidade de potência.”
Ferrari perde ponto forte
Por outro lado, o colombiano destacou que a Ferrari pode ser prejudicada. Até aqui, a fabricante italiana se destacou justamente pelo desempenho nas largadas.
“Se você olhar para as largadas da maioria dos carros com motor Mercedes, elas não eram fortes. E as largadas da Red Bull muitas vezes também não eram boas — ou não ruins, mas inconsistentes”, disse.
Com isso, o cenário tende a mudar já nas próximas corridas. “E isso tira um pouco da vantagem da Ferrari nas fases iniciais”, concluiu.
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