FIA defende regras da F1 2026 após críticas

sábado, 25 de abril de 2026 às 15:45

Nikolas Tombazis

Nikolas Tombazis defendeu o novo regulamento da Fórmula 1 para 2026. Apesar das críticas iniciais, o diretor de monopostos da FIA avaliou que as primeiras corridas trouxeram resultados positivos em diversos aspectos.

A categoria iniciou uma nova era técnica. O pacote inclui unidades de potência com divisão equilibrada entre combustão e energia elétrica. Ainda assim, a mudança gerou forte reação no paddock.

As críticas apontaram corridas mais superficiais. Além disso, muitos questionaram os números elevados de ultrapassagens. Segundo essa visão, os dados podem não refletir disputas reais na pista.

Ao mesmo tempo, a gestão de energia ganhou protagonismo em todas as voltas. Como resultado, os tempos caíram e surgiram preocupações com diferenças grandes de velocidade entre carros.

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FIA aposta em ajustes e não em revolução

Durante a pausa de cinco semanas, a FIA discutiu o cenário com equipes e outros envolvidos. Assim, a entidade implementou ajustes específicos em classificação, corrida e condições de chuva.

Antes disso, Mohammed Ben Sulayem já havia indicado conversas informais com pilotos. Embora eles não participem oficialmente das decisões, suas opiniões influenciaram o processo.

Tombazis reforçou que o regulamento representa uma das maiores mudanças da história da categoria. Por isso, ele pediu compreensão diante dos desafios iniciais.

“Esses regulamentos de 2026, como já dissemos algumas vezes, são uma das maiores mudanças que já tivemos provavelmente na história da Fórmula 1”, afirmou.

Além disso, ele destacou os objetivos técnicos do projeto. “Eles foram muito importantes para manter a relevância e o desenvolvimento tecnológico, com o aumento da eletrificação e assim por diante. Sempre soubemos que apresentariam certos desafios, e sempre dissemos que iríamos revisá-los após as primeiras corridas.”

Segundo Tombazis, o início da temporada trouxe sinais encorajadores. No entanto, ele reconheceu a necessidade de ajustes pontuais.

“As primeiras corridas foram bastante boas em muitos aspectos. Foram emocionantes, com disputas próximas e muitas ultrapassagens, mas certamente houve áreas em que precisávamos intervir. Então, a abordagem foi de evolução e refinamento, não de revolução. Não achamos que havia necessidade de uma revolução.”

Pilotos influenciam mudanças no regulamento

Além das equipes e fabricantes, os pilotos também tiveram papel importante nas discussões. Afinal, eles vivenciam diretamente o comportamento dos carros na pista.

Tombazis explicou que o processo exige consenso entre diferentes partes. Dessa forma, a FIA conduz o trabalho, mas precisa alinhar decisões com os principais envolvidos.

“Existe uma governança que sustenta os regulamentos da Fórmula 1, o que significa que, embora a FIA lidere o processo, precisamos alcançar um nível de consenso com os diferentes participantes, principalmente as equipes e os fabricantes de unidades de potência”, afirmou.

Ao mesmo tempo, ele destacou a importância do feedback dos pilotos. “Também discutimos essas questões com os pilotos, porque, no fim, eles estão dentro do carro, experimentam tudo em primeira mão, e é essencial obter essa contribuição.”

Segundo ele, houve alinhamento entre os pilotos em pontos-chave. Por exemplo, muitos pediram mudanças na classificação para permitir maior liberdade de pilotagem. Além disso, levantaram preocupações relacionadas à segurança.

“A posição dos pilotos foi bastante uniforme. Todos pressionaram por algumas mudanças na classificação para aproveitar mais a pilotagem e forçar mais, mas também pediram que abordássemos certas preocupações de segurança, então estavam bastante alinhados, e a contribuição deles foi muito importante.”

Com o GP de Miami se aproximando, equipes e pilotos aguardam os efeitos dessas mudanças. Assim, a expectativa gira em torno do impacto direto no espetáculo e na dinâmica das corridas.

EB - www.autoracing.com.br

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