Davidson faz alerta sobre sistema ADUO na F1

sexta-feira, 24 de abril de 2026 às 12:45

Anthony Davidson – Sky Sports

Os cálculos para o ADUO na F1 vão ocorrer logo após o GP de Miami. O site Autoracing publicou sobre o tema anteontem AQUI. No entanto, Anthony Davidson acredita que alguns da F1 possam tentar trilhar um caminho perigoso. Ele nota as equipes tentando manipular o sistema ADUO da FIA.

Certamente, o mecanismo de Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização (ADUO) permite melhorias. Os fabricantes de unidades de potência (PU) aplicam desempenho em suas novas unidades. Isso acontece se elas forem inferiores à unidade de referência.

Entenda o cenário da Mercedes HPP

Atualmente, essa unidade de referência é a Mercedes HPP. Seus motores venceram todos os três Grandes Prêmios disputados até agora. Além disso, eles venceram a Sprint da China. Por consequência, garantiram as primeiras filas em todos os quatro treinos de classificação.

Assim, a FIA calculará o ADUO após Miami. Os fabricantes que estiverem 2% abaixo da Mercedes HPP ganham um direito. Portanto, eles poderão fazer uma melhoria adicional em 2026 e 2027. Por outro lado, aqueles 4% abaixo ganham mais direitos. Estes terão direito a duas melhorias por ano nesta temporada e na próxima.

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, salientou um ponto importante. Ele diz que o sistema não deve ser uma brecha. Com efeito, o mecanismo não pode permitir que fabricantes com dificuldades passem os rivais. Quem fez um trabalho melhor no projeto do novo motor merece proteção.

O risco de esconder o potencial na F1

O ex-piloto de F1 e campeão mundial de Endurance, Davidson, também comentou o caso. Ele acredita que algumas equipes podem esconder seu verdadeiro potencial. Dessa maneira, elas teriam acesso fácil às oportunidades de atualização.

“O que realmente não queremos é que isso se transforme em um sistema de equilíbrio de desempenho”, explicou Davidson no podcast da Sky Sports F1.

“Isso não tem lugar na Fórmula 1. O foco deveria ser em quem são os melhores engenheiros, quem consegue usar seu dinheiro com mais sabedoria e, na prática, o limite de custos é o equilíbrio de desempenho na F1.”

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O desafio da engenharia e eletricidade

“Todos têm o mesmo orçamento para jogar, e que vença a melhor equipe de engenharia. No momento, parece que as unidades de potência da Mercedes fizeram o melhor trabalho, mas a situação é complexa este ano.”

“Você tem toda a parte do motor elétrico e a integração elétrica, então é o motor de combustão interna ou é a integração completa do lado elétrico, que representa praticamente metade da sua potência, que lhe dá essa vantagem?”

“Então você pode acabar entrando em um caminho perigoso aqui, com equipes dizendo: ‘Precisamos de um ganho de desempenho aqui’, e elas podem querer esconder o jogo para conseguir esse ganho.”

“Isso precisa ser tratado com extrema cautela, a FIA precisa usar todas as ferramentas que dispõe; caso contrário, você entra em uma situação que vemos em muitas outras categorias ao redor do mundo, onde há um equilíbrio de desempenho e jogos são jogados.”

AS - www.autoracing.com.br

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