Zak Brown reforça críticas a equipes A/B na F1
quinta-feira, 23 de abril de 2026 às 9:26
Zak Brown
Zak Brown voltou a criticar de forma contundente os modelos de equipes A/B e de copropriedade na Fórmula 1. O CEO da McLaren destacou diversos episódios recentes que, segundo ele, reforçam os riscos desse sistema.
Ao longo dos anos, o dirigente defendeu mudanças claras por parte da FIA. Nesse sentido, ele aponta o modelo da Red Bull como o exemplo mais evidente, já que a organização controla uma segunda equipe – atualmente chamada Racing Bulls.
Caso Lambiase reacende debate
Recentemente, o tema voltou ao centro das discussões. Isso porque a equipe de Woking pode ter de esperar até 2028 para contar com Gianpiero Lambiase.
Lambiase segue na estrutura de Milton Keynes. Lá, ele atua como engenheiro de Max Verstappen há cerca de uma década. Portanto, essa movimentação levanta dúvidas importantes sobre a dinâmica entre organizações ligadas.
Ao mesmo tempo, a Red Bull reagiu rapidamente às saídas internas. Como resultado, contratou Andrea Landi, que vinha de sua equipe irmã. Dessa forma, o novo chefe de performance assumirá já no início de julho, apenas dois meses após o acerto.
Diante desse cenário, Brown manteve sua posição. Em entrevista ao racingnews365.com, ele deixou claro que sua visão não mudou.
“Continuo consistente há 10 anos na McLaren”, afirmou. “Precisamos nos afastar das equipes A/B o mais rápido possível”.

Riscos crescentes à integridade esportiva
Brown abordou diretamente a questão da copropriedade. Segundo ele, embora esse modelo tenha surgido por razões específicas, o contexto atual exige uma revisão.
“Hoje, isso é permitido em quase todos os grandes esportes”, explicou. Ainda assim, ele acredita que os riscos são evidentes.
Para o dirigente, o principal problema envolve a percepção dos fãs. Ou seja, caso o público não enxergue 11 equipes independentes, o interesse pode diminuir rapidamente.
Brown apresentou exemplos práticos. Um deles envolve Daniel Ricciardo, que tirou o ponto da volta mais rápida da McLaren no GP de Singapura de 2024, o que beneficiou outra equipe.
Da mesma forma, ele relembrou o caso dos dutos de freio da Aston Martin/Racing Point. Na ocasião, surgiram acusações de violação de propriedade intelectual, o que gerou grande controvérsia.
Outro ponto relevante envolve a movimentação de funcionários. Segundo Brown, profissionais frequentemente mudam de uma equipe para outra em curto prazo.
Em contrapartida, algumas estruturas precisam esperar ou até firmar acordos financeiros, o que impacta diretamente o teto de gastos.
“Isso gera uma vantagem esportiva e financeira injusta”, afirmou.
Ele citou a relação entre Ferrari e Haas. Nesse contexto, a troca constante de pessoal levanta preocupações adicionais, já que muito do conhecimento técnico permanece na mente dos profissionais.
Comparação com o futebol reforça argumento
Para ilustrar seu ponto, Brown comparou a situação da F1 com o futebol. Assim, ele destacou um possível conflito de interesses quando duas equipes pertencem ao mesmo grupo.
“Imagine um jogo da Premier League com duas equipes do mesmo grupo”, disse. “Uma precisa vencer para não cair, enquanto a outra pode perder. Esse é o risco”.
Esse exemplo ganha ainda mais força ao considerar o império esportivo da Red Bull. Ainda assim, vale destacar que muitas ligas possuem mecanismos para evitar esse tipo de conflito.
Por exemplo, o Crystal Palace enfrentou restrições recentes. O clube acabou impedido de disputar a Europa League e foi direcionado à Conference League. Isso ocorreu devido à ligação com o Lyon, que também estava classificado.
Por fim, Brown defendeu limites claros para esse tipo de estrutura na F1. Para ele, fornecedoras de unidades de potência já representam o máximo aceitável.
“Todas as 11 equipes precisam ser o mais independentes possível”, concluiu. “Caso contrário, o risco à integridade do esporte aumenta e os fãs podem se afastar rapidamente”.
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