Honda trabalha duro, mas descarta solução rápida

terça-feira, 21 de abril de 2026 às 9:18

Unidade de potência Honda RA626H

A Honda confirmou que seus engenheiros continuam trabalhando sem pausa para resolver os problemas na unidade de potência que comprometem a Aston Martin na temporada 2026 da Fórmula 1.

No entanto, apesar do esforço intensivo, a fabricante japonesa alerta que uma solução imediata ainda não deve chegar antes do GP de Miami.

Trabalho contínuo, enquanto pressão aumenta

Shintaro Orihara, gerente geral de pista e engenheiro-chefe da Honda, explicou em um vídeo nas redes sociais que membros da Aston Martin e da Honda Racing Corporation estão colaborando diretamente no centro de Pesquisa e Desenvolvimento da HRC, em Sakura, desde o GP do Japão.

Inicialmente, o adiamento das corridas no Bahrain e na Arábia Saudita poderia sugerir uma pausa. Contudo, isso não aconteceu.

“Como todos sabem, os GPs do Bahrain e da Arábia Saudita foram adiados. Ainda assim, o trabalho não parou”, afirmou Orihara.

“Após o GP do Japão, integrantes da Aston Martin e da Honda Racing Corporation passaram a trabalhar juntos no centro da HRC em Sakura, a cerca de três horas de Tóquio”.

“Estamos trabalhando dia e noite para melhorar nossas contramedidas. Portanto, continuaremos assim até a próxima corrida em Miami”, completou.

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Vibrações severas agravam crise técnica

Enquanto isso, o cenário esportivo se deteriora rapidamente. Atualmente, a Aston Martin ocupa a última posição no campeonato de construtores, sem somar pontos após três etapas.

Esse início extremamente negativo tem uma explicação direta. As vibrações geradas pela UP da Honda se mostraram muito mais intensas na pista do que nos testes de dinamômetro.

Como consequência, surgiram falhas recorrentes. As baterias, por exemplo, não suportam o nível de oscilação transmitido pela conexão rígida entre motor, câmbio e MGU-K.

Além disso, diversos componentes sofreram danos críticos. Inclusive, as unidades ficaram completamente inutilizáveis em alguns casos.

Paralelamente, a situação levanta preocupações médicas. Existe o risco de “danos permanentes nos nervos” nas mãos de Fernando Alonso e Lance Stroll devido à vibração extrema.

Regulamento amplia impacto dos problemas

Ao mesmo tempo, as regras atuais da F1 agravam ainda mais o quadro. O regulamento limita o uso a apenas duas baterias por carro durante toda a temporada. Dessa forma, qualquer falha se torna ainda mais prejudicial.

Por exemplo, no GP da Austrália, a Honda levou apenas quatro baterias. Entretanto, duas falharam logo na primeira hora de treinos, o que evidenciou a gravidade da situação.

Solução exige mudanças estruturais

Por outro lado, tanto a Honda quanto a Aston Martin reconhecem que o problema não se resolve apenas na UP. Na prática, o chassi e a forma como os componentes estão integrados também desempenham um papel fundamental.

Assim sendo, qualquer correção exigirá ajustes mais amplos. Consequentemente, isso aumenta o tempo necessário para uma solução definitiva.

Expectativa cautelosa para Miami

Diante desse cenário, a Honda já adota um discurso mais cauteloso. Embora o desenvolvimento siga em ritmo acelerado, os resultados não devem aparecer de imediato.

Ainda assim, o compromisso permanece firme. “Sabemos que isso levará tempo. Mesmo assim, continuaremos trabalhando duro juntos”, concluiu Orihara.

 

LS - www.autoracing.com.br

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