George Russell sugeriu que a ameaça de Max Verstappen de deixar a Fórmula 1 está ligada às dificuldades da Red Bull. Ainda assim, o piloto da Mercedes afirmou que entenderia uma eventual saída do tetracampeão.
As dúvidas sobre o futuro de Verstappen já existiam. No entanto, ganharam força após o próprio piloto afirmar que pode deixar a categoria ao fim da temporada. A declaração veio em meio à insatisfação com o regulamento de 2026.
O holandês, de 28 anos, fez o comentário após terminar apenas em oitavo no GP do Japão. Além disso, já havia criticado publicamente as novas regras de unidade de potência.
Russell vê ligação com desempenho
Verstappen insiste que sua frustração está ligada à falta de prazer ao pilotar, e não ao desempenho da Red Bull. Por outro lado, Russell acredita que os fatores estão conectados.
“A Fórmula 1 é maior do que qualquer piloto. Você não gostaria de perder o Max, porque todos nós gostamos de correr contra ele”, afirmou.
“Isso faz parte da Fórmula 1. Eu não gostei de pilotar o carro de 2022 porque ele quicava, destruía as costas de todo mundo. O carro era grande, pesado, e nas curvas de alta não era nada agradável, mas ele não reclamava porque estava vencendo.”
Russell destacou que as críticas atuais refletem também a posição no grid.
“Agora, as reclamações que ele tem são diferentes das da Mercedes, Ferrari e McLaren porque estamos na frente. Isso é natural e você entende a frustração.”
O britânico também apontou que Verstappen já alcançou praticamente tudo dentro da Fórmula 1. Por isso, uma mudança de rumo não seria surpreendente.
“Mas ele conquistou o que a maioria dos pilotos sonha, que é vencer um campeonato. Ele tem quatro. No fim das contas, você chega a um ponto da vida em que não há muito mais a alcançar na Fórmula 1.”
Verstappen tem buscado novas experiências fora da categoria. Nesse cenário, prepara sua estreia nas 24 Horas de Nurburgring no próximo mês.
Russell diz entender possível saída
Russell afirmou que compreende o desejo de buscar novos desafios, especialmente após tantos títulos conquistados.
“Acho que você chega a um ponto em que não há muito mais para alcançar na Fórmula 1. Ele já fez tudo”, disse.
“Talvez possa buscar recordes, mas conhecendo ele e outros pilotos que venceram tanto, chega uma hora em que você quer fazer o que te faz feliz.”
O britânico também destacou o apelo do traçado alemão.
“Eu entendo totalmente por que pilotar em Nordschleife coloca um sorriso no rosto. Já fiz centenas de voltas lá no simulador e adoraria ter essa oportunidade.”
Por fim, Russell deixou claro que vê qualquer decisão como compreensível.
“Meu objetivo agora é ser campeão mundial de Fórmula 1. Mas, se eu tivesse quatro títulos, provavelmente faria o mesmo. Ele está em um estágio muito diferente da carreira.”
“Acho que você entenderia se ele ficasse e entenderia se ele saísse.”