FIA proíbe truque de Mercedes e Red Bull em classificação
terça-feira, 14 de abril de 2026 às 10:30
Kimi Antonelli – Mercedes
A FIA proibiu um truque de classificação usado por Mercedes e Red Bull na Fórmula 1 para ganhar velocidade no fim da volta. A decisão veio após análises detalhadas e conversas diretas com as equipes envolvidas.
As duas fabricantes encontraram uma forma inteligente de contornar a redução obrigatória de potência. Essa limitação ocorre quando os carros consomem energia da bateria nas retas. Assim, conseguiram extrair performance extra justamente nos momentos mais críticos da volta.
Como funcionava o truque no fim da volta
Normalmente, os carros precisam reduzir a potência de forma progressiva – cerca de 50kW por segundo – até a linha de cronometragem. Dessa forma, evitam uma queda brusca de energia.
No entanto, Mercedes e Red Bull evitaram esse “ramp down”. Em vez disso, mantiveram a potência máxima pelo maior tempo possível. Como resultado, obtiveram uma vantagem temporária entre 50kW e 100kW.
Consequentemente, ganharam vantagem sobre rivais que já estavam reduzindo potência. Ainda que o ganho fosse pequeno – apenas centésimos – ele influenciava diretamente a disputa por posições no grid. Portanto, a prática rapidamente se tornou relevante.

Uso do MGU-K abriu brecha no regulamento
O truque só foi possível porque o regulamento permite desligar o MGU-K em casos técnicos. Em geral, isso ocorre em situações de emergência para proteger a unidade de potência.
Entretanto, surgiu uma dificuldade clara: diferenciar uma falha legítima de um uso estratégico. Por isso, a FIA já havia introduzido o chamado “offset contínuo”.
Nesse cenário, o sistema bloqueia o MGU-K por 60 segundos após o desligamento. Assim, impede ganhos durante corridas ou na maior parte da classificação.
Mesmo assim, Mercedes e Red Bull identificaram uma brecha. Como os pilotos não utilizam o MGU-K na volta de desaceleração, o truque não trazia desvantagens práticas nesse momento. Dessa maneira, o ganho vinha sem prejuízo direto.
Problemas apareceram no GP do Japão
A situação ganhou força no GP do Japão. Antes disso, rivais já haviam notado o uso na Austrália. Contudo, foi no Japão que os efeitos colaterais ficaram evidentes.
Durante os treinos, Kimi Antonelli e Max Verstappen enfrentaram falta de potência após voltas rápidas. Como consequência, ambos tiveram dificuldades nos Esses.
Além disso, Alex Albon precisou parar o carro na pista por conta do mesmo problema. Inclusive, situações semelhantes já haviam ocorrido em Melbourne. Porém, a causa não estava totalmente clara na época.
Dessa forma, ficou evidente que o truque trazia riscos operacionais. Além disso, levantou preocupações de segurança.
Ferrari questiona e FIA toma decisão
Diante do cenário, outras equipes passaram a avaliar a adoção da estratégia. A Ferrari, por exemplo, abriu diálogo com a FIA para esclarecer a legalidade do procedimento.
Embora reconhecesse que a prática estava dentro das regras, a fabricante demonstrou preocupação, principalmente por causa dos riscos evidentes.
Enquanto isso, a Mercedes optou por desativar o sistema no Japão. Além do risco, o ganho em Suzuka era limitado. Isso ocorreu porque a distância até a linha de chegada é curta. Portanto, o benefício não compensava.
FIA endurece regras e bane prática
Posteriormente, a FIA decidiu agir de forma mais firme. Em documentos técnicos atualizados, a federação deixou claro que não aceitará o uso do MGU-K para ganho de performance.
Agora, o “offset contínuo” deve ser utilizado apenas em emergências. Ou seja, qualquer uso estratégico será considerado irregular.
Além disso, o período de bloqueio de 60 segundos permanece. Assim, a federação mantém um forte elemento dissuasivo.
Por fim, a FIA monitorará atentamente os dados das voltas de classificação. Dessa maneira, conseguirá identificar se houve falha real ou uso indevido do sistema.
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