Treinos livres pesam mais em 2026, afirma Norris

quinta-feira, 9 de abril de 2026 às 10:22

Lando Norris

A nova era da Fórmula 1 já mostra seus efeitos. Nesse contexto, Lando Norris admite que qualquer perda de tempo nos treinos livres cobra um preço muito mais alto em 2026.

Com carros reformulados e unidades de potência atualizadas, cada volta ganhou ainda mais importância. Assim, qualquer falha ou limitação de quilometragem compromete diretamente a performance.

No caso do piloto da McLaren, os problemas recentes evidenciam essa realidade. Principalmente durante o fim de semana do GP do Japão, Norris sofreu com falta de rodagem. Como resultado, a adaptação ficou prejudicada.

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Mudanças técnicas elevam o nível de dificuldade

A transição para os novos carros não ocorreu de forma tranquila. Pelo contrário, logo nas primeiras etapas surgiram erros incomuns entre pilotos experientes.

Segundo Norris, isso acontece por dois motivos principais. Por um lado, as pistas apresentam superfícies mais aderentes. Por outro, a nova dinâmica dos carros exige um estilo de pilotagem diferente.

Durante atividades em Suzuka, o britânico foi enfático ao comparar com anos anteriores: “Sim, 100%, custa muito mais”.

Além disso, ele destacou que a combinação de maior velocidade e aderência exige ajustes constantes. Portanto, perder tempo de pista agrava ainda mais o desafio.

Energia e estratégia mudam o jogo

Ao mesmo tempo, a complexidade não se limita ao comportamento do carro. Na verdade, a nova UP trouxe um desafio adicional.

Agora, a gestão de energia se tornou central. Ou seja, o uso da bateria deixou de ser apenas um detalhe e passou a influenciar diretamente o acerto do carro.

Consequentemente, erros se tornaram mais frequentes. Em Suzuka, por exemplo, a curva Spoon expôs dificuldades até entre veteranos.

“Você viu quantos erros aconteceram na Spoon com a traseira. Não é fácil”, explicou Norris.

Além disso, entender plenamente a unidade de potência exige mais voltas. Sem isso, equipes e pilotos operam com informações limitadas.

Compromissos inevitáveis no acerto

Diante desse cenário, as equipes precisam fazer concessões. Frequentemente, os pilotos são obrigados a aliviar o acelerador em determinados pontos.

Como consequência, o acerto precisa ser alterado constantemente. Portanto, cada detalhe ganha ainda mais relevância.

“Você precisa aliviar mais em alguns pontos. Então, precisa ajustar o carro por causa disso. São muitas pequenas coisas”, afirmou Norris.

No atual momento da F1, a conclusão é direta. Tempo de pista vale mais do que nunca. Dessa forma, perder treinos livres não representa apenas um atraso – na prática, significa enfrentar o desconhecido.

 

LS - www.autoracing.com.br

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