Coulthard propõe solução para problema “perigoso” da F1

quinta-feira, 9 de abril de 2026 às 8:58

Oliver Bearman

David Coulthard, ex-piloto de Fórmula 1, apresentou uma solução clara para evitar acidentes potencialmente “perigosos” no futuro. A discussão ganhou força após o GP do Japão, onde Oliver Bearman se envolveu em um incidente controverso.

Naquele momento, o britânico acabou surpreendido pela diferença brusca de velocidade ao seguir Franco Colapinto. Como consequência, o episódio levantou preocupações imediatas sobre a segurança com as novas unidades de potência.

Além disso, o caso reforçou um alerta que já vinha sendo debatido no paddock. Ou seja, o comportamento dos carros mudou de forma significativa em 2026.

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Motores atuais aumentam risco nas retas

Com o novo regulamento, os motores perdem velocidade no fim das retas para recuperar energia. Isso cria variações inesperadas de ritmo entre os carros. Dessa forma, o risco de colisões aumenta consideravelmente.

Portanto, Coulthard defendeu uma mudança direta em pontos específicos do circuito. “Existem certas curvas que deveriam ser isentas da recuperação de energia”, afirmou ao podcast Up to Speed.

Além disso, ele destacou que os pilotos dependem fortemente de referências visuais e padrões de velocidade. Assim, qualquer alteração repentina pode gerar situações críticas.

Eau Rouge preocupa por falta de visibilidade

Entre os trechos mais sensíveis, Coulthard apontou a icônica Eau Rouge, em Spa-Francorchamps. Nesse sentido, trata-se de uma curva cega, onde a visibilidade é bastante limitada. Consequentemente, o risco aumenta ainda mais em condições de diferença de velocidade.

“Como na Eau Rouge, na Bélgica, uma das curvas mais icônicas do mundo”, explicou. “Há momentos em que você não consegue ver ao subir a elevação. Portanto, se houver um carro logo à frente, a situação se torna perigosa”.

Por isso, ele reforçou que esse tipo de seção deveria ficar fora do sistema de recuperação de energia.

“Eu não sei por que fariam isso, mas ainda assim, não se pode surpreender outro piloto com uma diferença de 40 ou 50 km/h. Isso é extremamente perigoso”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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