Komatsu não consegue enxergar teto para Bearman

terça-feira, 7 de abril de 2026 às 9:14

Oliver Bearman

A Haas vive um momento de clara ascensão. E esse impulso vem diretamente do cockpit do jovem Oliver Bearman.

Depois de uma estreia marcante na Fórmula 1 em 2025, coroada com um impressionante quarto lugar no México, o britânico de apenas 20 anos iniciou 2026 em grande forma.

Como resultado, ele praticamente conduziu a equipe ao quarto lugar no mundial de construtores logo nas primeiras etapas.

Porém, para o chefe Ayao Komatsu, o cenário vai além dos números. Isso porque não é apenas a velocidade atual de Bearman que chama atenção. Na verdade, segundo o engenheiro japonês, o piloto ainda está longe de atingir seu verdadeiro limite.

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Consistência inicial reforça protagonismo

Após três corridas, a segunda temporada de Bearman na elite do automobilismo impressiona sobretudo pela consistência. Antes de um momento tenso em alta velocidade com Franco Colapinto em Suzuka, o britânico já havia demonstrado força.

Primeiramente, superou seu experiente companheiro Esteban Ocon na classificação tanto na Austrália quanto na China. Além disso, garantiu uma sólida sétima posição em Melbourne. Em seguida, entregou um quinto lugar combativo em Xangai.

Consequentemente, Bearman somou 17 dos 18 pontos da equipe no campeonato de construtores. Ou seja, sua influência na performance coletiva se mostra direta e decisiva.

Ao refletir sobre essa trajetória antes do GP do Japão, Komatsu deixou clara a evolução contínua do piloto. Ainda assim, destacou que as expectativas seguem elevadas.

“Extremamente impressionante. No entanto, sendo justo, sempre colocamos um nível muito alto para o Ollie. Isso acontece porque ele melhora constantemente”, afirmou.

Evolução técnica e mental chama atenção

Embora a velocidade bruta seja comum em pilotos jovens, o que mais empolga Komatsu é justamente a evolução completa de Bearman. Em outras palavras, o britânico já não depende apenas de talento natural.

Por um lado, ele acumula horas intensas no simulador. Por outro, demonstra maturidade ao lidar com o novo regulamento de 2026. Dessa forma, passa a atuar menos como novato e mais como um verdadeiro líder dentro da equipe.

“A capacidade dele de aprender e evoluir rapidamente é algo impressionante”, explicou Komatsu. “Velocidade sempre esteve presente desde o início. Ainda assim, o que mais me entusiasma é que não consigo enxergar um teto para ele”.

A consistência demonstrada nas primeiras etapas reforça ainda mais essa percepção. Portanto, o desempenho não parece pontual, mas sim parte de um processo sólido de crescimento.

“O México no ano passado foi incrível. Além disso, a forma como ele trabalhou nos testes de pré-temporada já com o novo regulamento foi muito positiva”, destacou.

“Se você analisar Melbourne e Xangai, foram finais de semana praticamente perfeitos. Execução, atitude e trabalho com os engenheiros foram excelentes. Por isso, estamos muito satisfeitos”.

Haas cresce e cenário muda no grid

Com a Haas superando expectativas e Bearman mantendo alto nível, o cenário do grid começa a se transformar. Antes vista como surpresa, a equipe agora dá sinais claros de consistência.

Assim, a narrativa evolui rapidamente. O que parecia pontual passa a indicar uma tendência mais ampla.

Portanto, se Komatsu estiver certo, o limite do britânico ainda não foi alcançado. Mais do que isso, talvez esse teto sequer esteja visível neste momento.

 

LS - www.autoracing.com.br

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