Sainz critica regras e diz: “não são boas o suficiente”
sábado, 28 de março de 2026 às 11:13Carlos Sainz pediu que a FIA reavalie as regras de unidade de potência da Fórmula 1 para 2026 e foi direto ao ponto. Para o espanhol, o regulamento atual “não é bom o suficiente” para a categoria.
Apesar de um ajuste pontual na classificação em Suzuka, a mudança teve impacto limitado. Ainda assim, os pilotos continuaram reclamando da necessidade de reduzir o ritmo para ganhar desempenho. Nesse cenário, Sainz reforçou que a situação segue longe do ideal.
Sainz critica comportamento dos carros e efeito na pilotagem
As regras de 2026 enfrentam problemas desde o início, tanto em confiabilidade quanto no espetáculo. Além disso, há críticas ao excesso de influência do sistema de energia, que acaba distorcendo a disputa na pista.
Embora as corridas tragam momentos interessantes, muitos apontam que o uso exagerado de push to pass banaliza as ultrapassagens. Ao mesmo tempo, pilotos questionam a técnica exigida para extrair performance dos carros.
Sainz destacou um ponto central nesse debate. Segundo ele, sacrificar velocidade de curva para recarregar bateria nas retas não faz sentido. Assim, o piloto reforçou sua insatisfação com o comportamento atual dos carros.

Espanhol detalha perda de desempenho em Suzuka
O desempenho na classificação no Japão ajudou a ilustrar o problema. Ainda que não seja um caso isolado, o exemplo reforçou a crítica do piloto.
“Parecia melhor no início do fim de semana”, disse sobre a redução de recarga de bateria de 9MJ para 8MJ por volta no quali. Em seguida, ele explicou o que aconteceu na pista. “Fiquei um pouco decepcionado na classificação, porque quanto mais você força, mais lento você fica.”
O espanhol descreveu sua volta no Q2 em detalhes. “Foi o que aconteceu comigo no Q2. Acho que tive menos vácuo na volta e estava em ar limpo.”
Logo depois, ele destacou o contraste de desempenho. “Fui mais rápido em todas as curvas, mais lento em todas as retas e fui um décimo mais lento.”
Por fim, explicou a causa. “Isso é simplesmente porque passei mais tempo com o pé embaixo, porque fui mais rápido nas curvas e forcei mais nas de alta, forcei em todo lugar.”
“Não é bom o suficiente”, reforça Sainz
Além do superclipping e da técnica de lift and coast influenciarem a volta, Sainz foi direto na avaliação. “Não é bom o suficiente, eu acho, para a F1.”
Diante das críticas, uma reunião está marcada após o fim de semana do GP do Japão. O objetivo é discutir possíveis ajustes no regulamento e responder às críticas recentes.
No entanto, mudanças mais profundas não parecem simples. Isso porque decisões na Comissão da F1 exigem aprovação unânime, o que tende a gerar resistência entre as equipes.
Piloto sugere alternativa para melhorar desempenho
Mesmo assim, Sainz apresentou uma possível direção para o futuro. “Não me importo em ser um ou dois segundos mais lento no geral”, afirmou.
Na sequência, detalhou sua proposta. “E ter velocidade final cinco, 10 quilômetros menor, se a entrega de energia for mais consistente e permitir forçar.”
O piloto também questionou o nível atual de potência elétrica. “Honestamente, 350 quilowatts somados ao motor a combustão, para mim, é quase demais em algumas áreas.”
Além disso, ele levantou preocupação com segurança. “Em alguns circuitos seria demais. Também do ponto de vista de segurança, na chuva, não tenho certeza se esses 350(kW) são realmente necessários.”
Por fim, sugeriu uma abordagem mais equilibrada. “Se você vai ter essa entrega e depois perder velocidade, acho melhor algo mais estável, mais conservador, mas que permita ao piloto dirigir de forma mais normal.”
FIA indica abertura, mas equipes podem resistir
As mudanças feitas para Suzuka indicam alguma abertura ao diálogo entre as partes envolvidas. Ainda assim, o ajuste foi pequeno e não deve impactar significativamente a corrida.
Alterações mais relevantes devem encontrar oposição dentro da Comissão da F1. Por isso, o processo tende a ser complexo e político.
Sainz demonstrou preocupação com esse cenário. “Estávamos ouvindo o Tim (Malyon) e a FIA ontem, o Nikolas (Tombazis). Eles parecem estar pressionando e têm um plano em mente.”
Por outro lado, ele alertou para possíveis barreiras. “Estou um pouco preocupado que as equipes resistam. Algumas serão contra mudar muito, porque têm outros interesses.”
Mesmo assim, o espanhol deixou clara a posição dos pilotos. “Mas acho que deixamos muito claro que isso precisa melhorar.”
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