Stroll detona carro da Aston Martin em crise

terça-feira, 24 de março de 2026 às 10:20

Lance Stroll

A Aston Martin vive um momento extremamente delicado. A pressão interna aumentou após declarações contundentes de Lance Stroll sobre o carro de 2026.

Durante o fim de semana do GP da China, por exemplo, o canadense se mostrou visivelmente irritado no rádio da equipe.

“Este é o pior pedaço de m*rda que já pilotei na minha vida”, disparou.

Posteriormente, ao comentar suas expectativas para o GP do Japão em Suzuka, o tom seguiu negativo.

“Só rezar. Rezem comigo”, afirmou de forma direta.

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Crise técnica se aprofunda

As falas de Stroll refletem um cenário preocupante. Atualmente, a equipe enfrenta problemas claros de performance, além de dificuldades de confiabilidade. Ao mesmo tempo, falta uma direção técnica consistente.

Por outro lado, Fernando Alonso adotou uma postura mais equilibrada. Ainda assim, o espanhol não escondeu a preocupação.

“Vou continuar fazendo minha parte, me preparando fisicamente”, disse. “Espero que a Honda faça seu dever de casa e assim possamos ver progresso”.

Atualizações chegam, porém sem otimismo

Enquanto isso, a Honda prepara atualizações para sua corrida em casa. No entanto, internamente as expectativas seguem baixas. O chefe de pista Mike Krack reforçou a necessidade de cautela.

“Vamos continuar trabalhando duro, mas ao mesmo tempo precisamos ser realistas”, explicou. “Não podemos fazer milagres da noite para o dia. Em vez disso, precisamos resolver um problema de cada vez”.

Ainda que novas peças estejam previstas para Suzuka, Krack manteve o discurso conservador.

“Vamos levar algumas novidades. Depois, veremos o quanto ajudam”.

Bastidores aumentam tensão

Além das dificuldades na pista, a situação se complica nos bastidores. Recentemente, o papel de Adrian Newey mudou, com menor participação na gestão diária.

Ao mesmo tempo, a equipe avalia mudanças estruturais. Inclusive, cresce o interesse por um chefe mais tradicional, como Jonathan Wheatley, que acabou de deixar a Audi.

Nesse contexto, o jornalista Gaetan Vigneron destacou a urgência de ajustes internos.

“A Aston precisa de um diretor”, afirmou.

Segundo ele, o cargo exige habilidade política e capacidade de unificação. Portanto, não se trata apenas de conhecimento técnico. Além disso, Vigneron defendeu uma mudança de foco para Newey.

“Ele é um gênio, um criador, um inovador. Quando surge um novo regulamento, precisa explorar áreas cinzentas e encontrar soluções únicas”.

Por fim, até mesmo a tradicional celebração da Honda em Suzuka parece comprometida. Até o momento, não há planos para uma pintura especial – o que reforça o clima sombrio dentro da equipe.

 

LS - www.autoracing.com.br

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