Vasseur vê sistema ADUO como trunfo da Ferrari

sábado, 21 de março de 2026 às 15:40

Toto Wolff e Fred Vasseur

Fred Vasseur acredita que o sistema ADUO pode desempenhar um papel decisivo na disputa da Ferrari contra a Mercedes na temporada 2026. A nova regra surge como uma ferramenta para equilibrar o desempenho das unidades de potência ao longo do campeonato.

Pelo regulamento atual, os motores já estão homologados para o ano. Ainda assim, o sistema Additional Development and Upgrade Opportunities permite ajustes controlados para reduzir diferenças entre fabricantes.

Como funciona o sistema ADUO na F1 2026

A FIA avalia o desempenho das unidades de potência a cada seis corridas. A partir desses dados, define se algum fabricante está em desvantagem relevante.

Caso uma fornecedora esteja até 2% atrás da referência, recebe autorização para uma atualização em 2026 e outra em 2027. Por outro lado, se a diferença atingir 4% ou mais, o regulamento libera duas atualizações em cada período.

Além disso, a análise não considera apenas o tempo de volta. Outros fatores também entram na conta, o que amplia a complexidade do sistema.

Após a classificação do GP da China, por exemplo, a Ferrari aparece dentro de 0,5% em relação à unidade de potência da Mercedes HPP.

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Ferrari mira redução de desvantagem nas retas

A Ferrari se consolidou como principal rival da Mercedes nas primeiras etapas. No entanto, ainda enfrenta dificuldades claras, especialmente em velocidade de reta.

Vasseur reconheceu o cenário e apontou onde a equipe precisa evoluir. “Não estou convencido de que a nova taxa de compressão será um grande diferencial.”

Ele destacou o potencial do novo sistema. “É mais sobre o fato de que teremos o ADUO em algum momento, e a introdução do ADUO será uma oportunidade para reduzirmos a diferença.”

Equipe evita foco em apenas um fator

Apesar disso, o dirigente alertou contra uma visão simplista do problema. Segundo ele, o desempenho não depende apenas do motor.

“Não se trata apenas do desempenho puro do motor a combustão. Há muito na gestão de energia, muito no chassi, e seria um erro da nossa parte focar em apenas um parâmetro.”

Além disso, Vasseur reforçou a necessidade de evolução contínua. “Com certeza, eu gostaria de ser um pouco mais rápido, mas temos um déficit de desempenho, principalmente em reta, no qual precisamos trabalhar.”

Evolução gradual anima Ferrari

Mesmo com as limitações, a Ferrari mostra sinais de progresso ao longo das etapas iniciais. Assim, a equipe já reduziu parte da diferença para a Mercedes.

“Estamos melhorando porque estávamos oito décimos atrás em Melbourne, seis décimos na sexta-feira [na China] e quatro décimos no sábado.”

Por fim, Vasseur destacou o caminho a seguir. “Passo a passo, estamos entendendo mais a situação e reduzindo a diferença, mas [a Mercedes] ainda está longe.”

Ele concluiu reforçando a abordagem ampla da equipe. “Não se trata apenas de engenharia; precisamos trabalhar em tudo. Temos que melhorar o chassi, os pneus, como sempre, as corridas não mudaram isso.”

EB - www.autoracing.com.br

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