EXCLUSIVO: A crise de Verstappen em 2026 começa nas largadas

sexta-feira, 20 de março de 2026 às 19:38

Max Verstappen 2026

Verstappen em 2026 enfrenta um início de temporada tenebroso e frustrante. De fato, o piloto lida com problemas graves nas largadas com seu novo RB22. Na Austrália, o holandês largou em vigésimo após uma falha na classificação. Contudo, ele perdeu ainda mais terreno logo nos metros iniciais da prova.

O cenário se repetiu de forma dramática no GP da China. Nesse sentido, o piloto descreveu seu carro como “impossível de pilotar” durante todo o fim de semana. Na corrida Sprint em Xangai, ele teve um salto inicial muito ruim. Consequentemente, Verstappen caiu para o fundo do pelotão e terminou fora dos pontos.

A situação não melhorou na corrida principal de domingo. O piloto explicou que o motor simplesmente não responde como deveria. Segundo ele, não existe potência disponível no momento em que solta a embreagem. Por outro lado, seu companheiro Isack Hadjar  sofre menos com esse problema.

Certamente, a falta de bateria e o gerenciamento de energia são os culpados. O novo regulamento exige uma entrega elétrica imediata no arranque do carro. Todavia, a equipe ainda não encontrou o ajuste ideal para o sistema. Portanto, o GP do Japão em Suzuka será decisivo para as pretensões de Verstappen nesta temporada.

A teimosia do piloto e o colapso técnico do motor RBPT

Muitos se perguntam por que os outros carros com motor RBPT não sofrem tanto. De fato, Hadjar, Liam Lawson e o estreante Arvid Lindblad conseguiram largadas muito mais consistentes. Nesse sentido, o problema parece ser a insistência de Verstappen em configurações extremas. Além disso, o estilo de pilotagem agressivo dele ignora as limitações atuais.

Verstappen exige uma entrega de torque imediata nas largadas. Entretanto, o novo motor de 2026 é muito sensível ao gerenciamento elétrico. Dessa forma, essa agressividade desmedida acaba gerando patinação nas rodas traseiras.

O fenômeno do stall é o maior pesadelo do piloto nesta temporada. Com efeito, o mapeamento agressivo coloca o motor em uma zona de risco. O sistema anti-stall do sistema tem sido acionado com frequência indesejada. Isso ocorre porque o torque elétrico entra de forma muito bruta no sistema.

Além disso, o vácuo de potência nas rotações baixas é um problema real. O novo regulamento removeu o MGU-H, que eliminava o atraso do turbo. Consequentemente, se o piloto solta a embreagem rápido demais, a turbina ligada ao motor de combustão não enche. Dessa forma, a rotação cai e o carro quase morre.

A parafernália eletrônica tenta proteger a UP de uma quebra. Para evitar um dano maior, o software corta a ignição por segurança. Todavia, esse processo faz com que Verstappen perca segundos preciosos na pista. Portanto, o que vimos na Austrália e na China foi um conflito técnico.

Resta saber se ele cederá por resultados melhores no GP do Japão. O piloto exige soluções rápidas para não perder o contato com a liderança. Atualmente, Mercedes e Ferrari parecem muito mais sólidas que a Red Bull. Assim, a pressão sobre os engenheiros da equipe só aumenta a cada etapa.

AS - www.autoracing.com.br

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