Renault acelera retirada do automobilismo após saída de Famin
sexta-feira, 20 de março de 2026 às 9:42
Bruno Famin
A saída de Bruno Famin, ex-chefe de equipe na Fórmula 1, reforça ainda mais um movimento evidente: a Renault acelera sua retirada do automobilismo de ponta.
Ao mesmo tempo, as negociações para vender uma participação na Alpine avançam e ganham novos contornos.
Saída de Famin acelera reestruturação
De acordo com o jornal Ouest-France, Famin deixou oficialmente o grupo Renault. Assim, inicia-se “uma nova fase na profunda reorganização” das atividades esportivas da Alpine.
O dirigente havia retornado em 2023 ao comando do programa de automobilismo após deixar a equipe de F1. No entanto, sua influência diminuiu progressivamente. Principalmente depois que Flavio Briatore voltou a ocupar um papel central em 2024.
Portanto, sua saída não chega a ser inesperada. Pelo contrário, ela confirma uma mudança estrutural que já vinha se desenhando nos bastidores. Além disso, reforça a nova hierarquia dentro da organização.

Renault reduz presença de forma estratégica
Enquanto isso, a Renault segue ajustando sua estratégia global. A fabricante francesa já encerrou seu programa de motores na F1. Em seguida, também iniciou a redução de seu envolvimento no endurance.
Essas decisões apontam para um afastamento progressivo das pistas. Em outras palavras, a marca deixa de priorizar a competição direta. Ainda assim, mantém presença indireta enquanto reavalia seus próximos passos.
Venda de participação entra em fase decisiva
Ao mesmo tempo, o cenário corporativo evolui rapidamente. Recentemente, Briatore confirmou que várias partes estão interessadas na fatia de 24% atualmente controlada pela Otro Capital.
Entre os nomes envolvidos, aparecem Mercedes e um grupo ligado a Christian Horner. Além disso, novas possibilidades começam a surgir fora do eixo tradicional da F1.
Dessa forma, o processo ganha complexidade. Por outro lado, amplia o leque de opções estratégicas para o futuro da Alpine.
BYD surge como candidata inesperada
Nesse contexto, a montadora chinesa BYD avalia alternativas para entrar no automobilismo de elite. Entre elas, destaca-se a possibilidade de adquirir uma equipe já existente na F1.
Embora a empresa ainda não tenha comentado publicamente, o movimento parece coerente. Afinal, a FIA busca expandir a presença global da categoria há anos.
Assim, a entrada de uma gigante chinesa não apenas faria sentido, como também reforçaria a estratégia de internacionalização do campeonato.
Alpine encara momento de transição
Diante desse cenário, a Alpine atravessa um período de transformação profunda. Portanto, a saída de Famin vai além de uma simples mudança de liderança.
Em síntese, trata-se de um reposicionamento estratégico. Enquanto investidores se aproximam, a Renault se afasta gradualmente das pistas. Consequentemente, o futuro da Alpine pode seguir um caminho bastante diferente dentro da F1.
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