Acordo com Alpine pode tirar Mercedes da McLaren

quinta-feira, 19 de março de 2026 às 10:46

McLaren

A posição da McLaren como cliente da Mercedes na Fórmula 1 está sob ameaça. Isso porque um possível investimento da fabricante alemã na Alpine pode redefinir alianças importantes no grid.

De acordo com a Autosport, Toto Wolff, junto com outros acionistas, negocia a compra de participações da Otro Capital, que atualmente detém 24% da Alpine.

Ainda que Wolff negue qualquer intenção de transformá-la em uma “equipe B”, o impacto estratégico do movimento seria significativo. Portanto, mudanças no equilíbrio competitivo parecem inevitáveis.

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McLaren pode disputar espaço com Williams

A Mercedes já sinalizou que pretende fornecer motores para apenas duas equipes a partir de 2030. O número atual de clientes excede esse plano.

Além disso, há vozes internas em Brackley que defendem o fim da parceria com a McLaren. Afinal, ao fornecer motores competitivos, a Mercedes fortalece diretamente uma rival no campeonato.

Segundo o relato, caso o acordo com a Alpine avance, a equipe garantiria uma das vagas disponíveis. Consequentemente, McLaren e Williams disputariam o último espaço restante.

Vale destacar que McLaren e Mercedes retomaram a parceria em 2021 após períodos com Honda e Renault. Desde então, os motores de Brixworth se mostram altamente competitivos, sobretudo sob o novo regulamento.

Tensão aumenta nos bastidores

Enquanto isso, a relação entre as partes apresenta sinais de desgaste. No início de 2026, Andrea Stella expressou publicamente frustração com o nível de suporte recebido.

Embora a Mercedes cumpra as exigências regulatórias ao fornecer o mesmo equipamento, a equipe oficial consegue extrair mais performance. Como resultado, surgem dúvidas dentro da McLaren.

Ralf Bach, jornalista do f1-insider.com, revelou preocupações internas relevantes: “A McLaren acredita que os engenheiros da Mercedes designados para a equipe não sabem tudo ou não querem revelar tudo sobre como otimizar o motor”.

Alternativas são limitadas

Diante desse cenário, a McLaren pode considerar outras opções no futuro. No entanto, o mercado oferece poucas alternativas viáveis.

Por exemplo, um retorno à Honda parece improvável, principalmente após os problemas enfrentados entre 2015 e 2017. Além disso, rivais diretas como Ferrari e Red Bull dificilmente abririam espaço para cooperação.

Restam então projetos como Audi e General Motors. Ainda assim, a estreia dos motores americanos está prevista apenas para 2029, o que limita sua utilidade imediata.

Por fim, existe uma alternativa mais ambiciosa. A McLaren pode seguir o exemplo da Red Bull e desenvolver sua própria unidade de potência. Entretanto, essa decisão exigiria investimentos massivos e tempo considerável, o que torna o projeto altamente desafiador a curto prazo.

 

LS - www.autoracing.com.br

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