Schumacher prevê saída de Newey da chefia da Aston Martin
quarta-feira, 11 de março de 2026 às 9:51
Adrian Newey
Ralf Schumacher acredita que a passagem de Adrian Newey como chefe da equipe Aston Martin pode ser curta. O ex-piloto de Fórmula 1 conhece o engenheiro britânico pessoalmente e convive com ele até mesmo fora do paddock.
Por isso, na visão do alemão, os acontecimentos recentes apenas aceleraram uma mudança que já parecia inevitável. Ao mesmo tempo, o comentarista da Sky Deutschland avalia que a decisão de acumular os cargos de chefe da equipe e projetista principal foi um erro desde o início.
Segundo ele, essa combinação de funções dificilmente funcionaria a longo prazo. Por consequência, Schumacher prevê uma troca no comando da estrutura.
“Alguém em breve chegará para substituí-lo”, afirmou ao comentar a função de chefe da equipe.
Ainda assim, ele fez questão de esclarecer um ponto importante. Uma demissão completa está fora de cogitação. Afinal, Newey possui enorme prestígio na F1 e também é acionista da Aston Martin.
“Ele precisa voltar para onde realmente pertence – uma função nos bastidores”, explicou Schumacher. “Existem muitos problemas para resolver. No entanto, como chefe de equipe? Talvez ele não seja adequado para isso. Simplesmente não é o perfil dele”.

Personalidade de Newey pesa contra o cargo
Na avaliação do alemão, Newey estaria se forçando a assumir um papel que não corresponde à sua personalidade.
“Tenho a impressão de que ele está se obrigando a fazer isso agora”, comentou. “Percebemos isso claramente nas entrevistas”.
Em seguida, Schumacher destacou que o engenheiro sempre preferiu trabalhar longe dos holofotes. Dessa forma, o cargo atual cria um contraste evidente com seu estilo profissional.
“Ele gosta de permanecer nos bastidores e fazer o próprio trabalho. Além disso, costuma passar por todos, mesmo quando a equipe conquista resultados positivos”.
Portanto, o ex-piloto acredita que as exigências públicas do cargo de chefe da equipe tornam a função particularmente difícil para Newey.
“Ele precisa preservar a própria tranquilidade e se proteger. Ao mesmo tempo, apenas um pequeno grupo de pessoas o deixa realmente confortável. Eu sei disso”.
Por esse motivo, Schumacher entende que o britânico ocupa o posto apenas de forma temporária.
“Hoje ele atua quase como um substituto até que ocorra uma mudança dentro da equipe”.
Crise com Honda aumenta pressão interna
As declarações surgem justamente em meio ao aumento da tensão entre Newey e a Honda. Recentemente, o britânico afirmou publicamente que Fernando Alonso e Lance Stroll poderiam sofrer danos permanentes nos nervos ao pilotar o AMR26.
Logo depois, a fabricante japonesa reagiu de forma direta. Koji Watanabe, presidente da Honda Racing, declarou que ficou “confuso” com o comentário. Segundo ele, Newey falou em nome dos pilotos sem apresentar dados numéricos que comprovassem a afirmação.
Enquanto isso, o jornal esportivo espanhol Marca trouxe outro elemento à discussão. De acordo com a publicação, as vibrações excessivas do problemático motor Honda para 2026 podem agravar antigas lesões nas mãos e na coluna de Alonso.
O espanhol, atualmente com 44 anos, acumulou essas lesões ao longo de uma carreira extremamente longa na F1. Assim, qualquer aumento nas vibrações do carro pode representar um risco adicional ao bicampeão mundial.
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