BYD avalia entrada na F1 em meio à expansão da categoria

quarta-feira, 11 de março de 2026 às 9:53

BYD

A gigante chinesa de veículos elétricos BYD analisa diferentes caminhos para entrar na Fórmula 1 ou em competições de endurance. A informação surgiu em reportagem da Bloomberg e reforça o atual momento de expansão da categoria.

Além disso, o possível interesse aparece justamente quando a F1 amplia sua presença global. Neste cenário, a Cadillac iniciou sua temporada de estreia como a 11ª equipe do grid, o que evidencia ainda mais o crescimento do campeonato.

Segundo a Bloomberg, a BYD avalia várias alternativas estratégicas. Isso ocorre após a empresa registrar forte crescimento fora do mercado chinês. Ao mesmo tempo, o automobilismo vive uma transição cada vez maior para motores híbridos, fator que também desperta o interesse da fabricante.

As informações foram citadas por fontes familiarizadas com o assunto que pediram anonimato. Ainda assim, a montadora não confirmou oficialmente qualquer plano.

De acordo com o jornal alemão Bild, nenhum porta-voz da BYD Auto Company Limited comentou as especulações até agora.

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Regulamento de 2026 impulsiona interesse de fabricantes

Por outro lado, o momento também chama atenção devido às mudanças técnicas previstas para os próximos anos.

O novo regulamento da F1 para 2026 gerou críticas entre alguns pilotos. No entanto, apesar das controvérsias, as regras conseguiram atrair novas fabricantes para o grid.

Audi e Cadillac representam exemplos claros desse movimento. Inclusive, no último fim de semana, em Melbourne, Jonathan Wheatley, chefe da Audi, destacou exatamente esse ponto ao comentar o impacto das novas regras.

Portanto, a nova geração de motores e sistemas híbridos surge como um dos principais fatores por trás do interesse crescente das montadoras.

FIA quer presença chinesa na F1

Ao mesmo tempo, a FIA também demonstra interesse em ampliar a presença global da categoria. O presidente da federação, Mohammed Ben Sulayem, já deixou claro que gostaria de ver uma fabricante chinesa na F1.

Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, o dirigente explicou sua visão para o futuro da categoria.

“Nos últimos dois anos, tem sido meu sonho que os grandes países tenham presença na F1”, afirmou. “Os Estados Unidos estarão representados com a General Motors. O próximo passo é receber um fabricante chinês. Já temos um piloto”, acrescentou, em referência ao piloto reserva da Cadillac, Zhou Guanyu.

Montadora estuda criar ou comprar uma equipe

Dentro da BYD, duas possibilidades principais aparecem no radar. A empresa pode construir uma equipe completamente nova ou adquirir uma das atuais estruturas do grid. Entretanto, qualquer uma dessas estratégias exigiria investimento significativo.

Para se ter uma ideia, a Cadillac precisou pagar cerca de US$ 450 milhões em taxa antidiluição às demais equipes apenas para garantir sua entrada no campeonato. Além disso, o processo de admissão na F1 costuma ser longo e tecnicamente complexo.

Ainda assim, o atual Pacto da Concórdia, válido até 2030, mantém aberta a possibilidade de uma 12ª equipe no grid.

Crescimento global fortalece ambições da BYD

Por fim, o interesse no automobilismo acompanha o crescimento acelerado da montadora chinesa.

Recentemente, a BYD ultrapassou a Tesla e se tornou a maior fornecedora de veículos elétricos do mundo. Paralelamente, a empresa expande rapidamente suas operações na Europa, na América Latina e em outros mercados estratégicos.

Apesar disso, fabricantes chineses ainda participam pouco do automobilismo internacional. Conforme destacou o Bild, o grupo Geely compete em campeonatos internacionais de carros de turismo. Além disso, a Nio conquistou o primeiro título de pilotos da Fórmula E em 2015.

Diante desse cenário, caso avance com seus planos, a BYD poderá se tornar a próxima grande fabricante a mirar a F1 e consequentemente reforçar ainda mais a presença da indústria chinesa no campeonato.

 

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