FIA muda procedimento de largada no GP da Austrália
quinta-feira, 5 de março de 2026 às 10:22
GP da Austrália
Rui Marques, diretor de prova da Fórmula 1, confirmou um procedimento diferente de largada para este fim de semana no GP da Austrália.
A decisão surgiu após preocupações durante os testes de pré-temporada. Isso ocorreu porque as novas unidades de potência da F1 passaram por mudanças importantes para 2026. Em particular, o regulamento eliminou o sistema MGU-H.
Como resultado, o turbo passou a reagir de forma diferente. Por isso, os pilotos precisam manter rotações mais altas por um período maior antes da largada.
Dessa maneira, eles evitam o chamado turbo lag, ou seja, o atraso na entrega total de potência quando aceleram após o apagar das luzes.

Painel azul antecederá a sequência tradicional de luzes
Mesmo assim, essa nova característica criou outro desafio. Afinal, os pilotos que largam no fundo do grid contam com uma janela muito curta para estabilizar o motor antes da largada.
Por esse motivo, a FIA testou uma solução durante os testes de pré-temporada no Bahrain.
Primeiro, quando o último carro ocupa sua posição no grid, um painel azul piscante aparece por cinco segundos. Logo depois, a sequência tradicional das cinco luzes vermelhas começa normalmente.
Portanto, a direção de prova adotará o mesmo procedimento em Melbourne neste fim de semana. Segundo Marques, a medida reduz riscos caso algum piloto enfrente dificuldades para arrancar no momento da largada.
“Para garantir a condução segura e ordenada da competição, quando todos os carros retornarem ao grid após a volta de formação, os painéis de luz do grid piscarão em azul por cinco segundos”, explicou o diretor de prova.
“Além disso, o painel informativo exibirá ‘pre-start’. Em seguida, começará a sequência de luzes definida no Artigo B5.7.2 do regulamento da FIA”.
Aerodinâmica ativa terá limitação na largada
Além dessa mudança, a FIA também definiu outra regra para a corrida australiana.
O Modo Reta, recurso que integra o novo pacote de aerodinâmica ativa, não poderá entrar em ação imediatamente na largada.
Em vez disso, os pilotos só poderão usar o sistema após a curva 1 na primeira volta. Assim, a federação evita diferenças bruscas de aceleração logo nos primeiros metros da corrida.
Consequentemente, a regra também diminui o risco de incidentes enquanto o pelotão ainda permanece muito compacto.
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