Verstappen alerta: F1 será complexa em 2026

segunda-feira, 2 de março de 2026 às 9:19

Max Verstappen

O crescimento da Fórmula 1 é inegável. Entretanto, segundo Max Verstappen, acompanhar as corridas pode ficar mais difícil a partir de 2026.

Nos últimos anos, a categoria ampliou seu alcance global. De um lado, o filme estrelado por Brad Pitt atraiu novos públicos. De outro, a série Drive to Survive consolidou esse movimento.

Ainda assim, o novo regulamento técnico, com foco muito maior na gestão de energia, pode tornar a leitura das provas mais complexa.

Durante o dia de mídia da Viaplay, o piloto da Red Bull foi direto ao ponto.

“Será complicado de acompanhar e de explicar. Esse é o principal ponto. No fim, ainda é um carro de F1. Ainda vamos classificar e correr. Porém, todos precisarão de tempo para se acostumar”, afirmou.

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Gestão de energia muda dinâmica das disputas

Além da complexidade geral, Verstappen destacou a incerteza sobre as ultrapassagens. Segundo ele, ainda há muitas variáveis em aberto.

“Honestamente, não faço ideia de como isso vai se desenrolar. Portanto, ainda existem muitos pontos de interrogação para todos nós. Por outro lado, isso também torna interessante porque dá um motivo extra para assistir”, explicou.

A partir de 2026, cada piloto terá uma quantidade específica de energia para utilizar por volta. Assim, eficiência do motor e desempenho em reta ganharão peso ainda maior. Consequentemente, estratégia e gerenciamento serão decisivos.

“Depende de quão bom é o seu motor e de quão eficiente é o carro nas retas. Ou seja, muitos elementos precisam funcionar juntos”, detalhou.

Ao mesmo tempo, todos terão asas abertas nas retas. Dessa forma, atacar e defender sofrerão alterações relevantes. Contudo, a bateria disponível será limitada. Logo, o momento exato de usar energia pode definir uma ultrapassagem ou impedir uma defesa.

“Quanto de bateria você pode usar naquele instante? Isso é bastante limitado. Portanto, ainda temos várias incógnitas”, reforçou.

“É isso que realmente queremos?”

As críticas, aliás, não são recentes. Durante os testes de pré-temporada no Bahrain, Verstappen já havia questionado o caminho escolhido pela categoria.

Quando perguntaram se ao menos era empolgante ter um novo estilo de pilotagem, ele ponderou antes de responder.

“Qualquer coisa no limite é difícil. Seja um carro de F1, um GT ou um carro de rua. No entanto, algumas experiências são mais prazerosas do que outras”.

Em seguida, ampliou a reflexão: “Da maneira como tentamos explicar isso ao espectador médio – e até quando analiso os dados – eu me pergunto: é realmente isso que queremos?”

Para o tetracampeão, adaptação nunca foi obstáculo. Entretanto, prazer ao volante é indispensável. “É a forma mais divertida? Não, não é”, cravou.

Regulamento pode influenciar futuro na F1

Além do impacto técnico, o holandês tocou em um ponto sensível: motivação. Segundo ele, resultados não mudam sua avaliação.

“Para mim, isso não tem relação com performance. No fim das contas, precisa continuar sendo prazeroso. Você tem que gostar do que faz. Caso contrário, não dura”.

Inclusive, ele sugeriu ainda na pré-temporada que as regras de 2026 não o incentivam necessariamente a estender sua carreira. Questionado sobre quanto tempo pretende permanecer no campeonato mundial, adotou cautela.

“Espero que por muito tempo. Porém, é difícil prever. Tudo é complicado de avaliar neste momento, inclusive onde estamos. Tomara que seja melhor do que o esperado”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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