Verstappen, Hamilton e Alonso rejeitam Drive to Survive
segunda-feira, 2 de março de 2026 às 9:27
Fernando Alonso, Max Verstappen e Lewis Hamilton
Três dos maiores nomes da Fórmula 1 – Max Verstappen, Lewis Hamilton e Fernando Alonso – decidiram não gravar entrevistas exclusivas para a nova temporada de Drive to Survive.
Em vez disso, os três campeões mundiais aparecem apenas em imagens já registradas. Ou seja, o público verá somente trechos de coletivas oficiais e transmissões televisivas. Assim, a oitava temporada não conta com conversas individuais inéditas dessas estrelas.
Resistência antiga e posicionamento firme
No caso de Verstappen, a recusa não surpreende. Afinal, o holandês critica a série há anos. Em diversas ocasiões, acusou os produtores de fabricarem rivalidades.
Além disso, afirmou que declarações foram retiradas de contexto. Por consequência, voltou a rejeitar participação completa. Segundo ele, o programa “finge” drama.
Hamilton, por outro lado, costuma se envolver em projetos fora das pistas. Inclusive, participa ativamente do filme oficial da F1.
Ainda assim, optou por não conceder entrevista específica sobre sua difícil primeira temporada na Ferrari. Portanto, sua ausência também chama atenção.
Já Alonso seguiu a mesma linha. Da mesma forma, o espanhol preferiu não participar de novas filmagens.

Crescimento jovem fortalece estratégia
Enquanto isso, os números de audiência seguem robustos. De acordo com dados do setor, 43% da atual base de fãs da F1 tem menos de 35 anos. Desde 2018, esse índice cresceu de maneira consistente.
Além do público jovem, a presença feminina também avançou. Atualmente, mulheres representam entre 35% e 40% da audiência global. Como resultado, o campeonato se aproxima da marca simbólica de um bilhão de fãs no mundo.
Diante das críticas que comparam a narrativa da série a Game of Thrones, Stefano Domenicali, CEO da categoria, defendeu o formato.
Em entrevista ao jornal Corriere della Sera, ele reconheceu que existe coordenação narrativa. No entanto, argumentou que um bom diretor precisa valorizar as qualidades originais de cada protagonista.
Além disso, ressaltou que os pilotos são sinceros. Segundo ele, os competidores modernos entendem que precisam construir relação direta com o público.
Sinais de desgaste e queda de audiência
Apesar disso, parte da imprensa especializada identifica sinais de desgaste.
A colunista espanhola Natalia Tautiva, do El Mundo Deportivo, avaliou que a produção se afastou do conceito documental original. Para ela, a série prioriza entretenimento. Consequentemente, a substância esportiva perdeu espaço.
Embora continue como o documentário esportivo mais assistido da plataforma – com mais de 10 milhões de visualizações na temporada mais recente – a audiência teria caído cerca de 10% ano a ano. Portanto, o crescimento já não ocorre no mesmo ritmo inicial.
“O programa cumpre seu propósito básico”, escreveu Tautiva. “Gera cliques e visualizações. Contudo, já não é o que era antes”.
Bastidores seletivos e cortes inesperados
Nos bastidores, a participação também se tornou mais estratégica.
Oliver Bearman, da Haas, revelou que passou “três ou quatro dias” gravando com a equipe de filmagem. Entretanto, nenhuma cena entrou na edição final. Assim, todo o material foi descartado. “Foi direto para o lixo”, brincou.
Ao mesmo tempo, Gunther Steiner, ex-chefe da Haas que ganhou fama nas primeiras temporadas, perdeu protagonismo. Em contrapartida, Flavio Briatore, consultor da Alpine, assumiu o papel de figura mais explosiva da narrativa.
Em uma das cenas mais comentadas, Briatore dispara contra Franco Colapinto: “Eu não dou a mínima. Eu decido o que faço. O problema é você”.
Dessa forma, a oitava temporada reforça uma tendência clara. Por um lado, mantém forte apelo comercial. Por outro, enfrenta resistência crescente de pilotos e parte dos fãs hardcore da F1.
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